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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Os adventistas, Ellen G. White e a certeza de salvação (2)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.
Erro comum: Ellen G. White escreveu nos livros "Mensagens Escolhidas" e "Parábolas de Jesus"que ninguém deveria dizer "estou salvo".

Sim, ela disse isso. Mas essas passagens foram escritas para condenar não a certeza bíblica e genuína que devemos ter em Cristo, mas uma segurança falsa e errada mantida por muitos cristãos. Vejamos abaixo o texto e o contexto dessas declarações.
Texto 1 "Jamais devemos repousar num estado de satisfação, e deixar de fazer progresso, dizendo: 'Estou salvo.' Se é entretida esta ideia, deixam de existir os motivos para a vigilância, a oração, o esforço sincero em seguir para a frente, rumo de realizações mais elevadas. Nenhuma língua santificada será encontrada pronunciando essas palavras antes que venha Cristo, e entremos pelas portas da cidade de Deus. Então, com a maior propriedade, poderemos dar glória a Deus e ao Cordeiro, pelo livramento eterno. Enquanto o homem estiver carregado de fraquezas — pois por si mesmo não pode salvar a alma — não deve nunca atrever-se a dizer: 'Estou salvo.' - Ellen G. White, "Mensagens Escolhidas", vol. 1, pág. 314.
Resposta Tal citação faz de um capítulo (capítulo 47 de "Mensagens Escolhidas", vol. 1) em que Ellen G. White critica cristãos imaturos e presunçosos que, dizendo "Estou salvo", recusam-se a obedecer a lei de Deus e a fazer qualquer progresso na vida cristã. Veja o contexto inteiro clicando aqui.
Texto 2 "O mesmo mal que levou Pedro à queda e excluiu da comunhão com Deus o fariseu, torna-se hoje a ruína de milhares. Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável. A queda de Pedro não foi repentina, mas gradual. A confiança em si mesmo induziu-o à crença de que estava salvo, e desceu passo a passo o caminho descendente até negar a Seu Mestre. Jamais podemos confiar seguramente em nós mesmos ou sentir, aquém do Céu, que estamos livres da tentação. Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão salvos. Isso é enganoso. Deve-se ensinar cada pessoa a acariciar esperança e fé; mas, mesmo quando nos entregamos a Cristo e sabemos que Ele nos aceita não estamos fora do alcance da tentação. A Palavra de Deus declara: 'Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados.' Daniel 12:10. Só aquele que 'sofre a tentação... receberá a coroa da vida'. Tiago 1:12. "Os que aceitam a Cristo e dizem em sua primeira confiança: 'Estou salvo!' estão em perigo de depositar confiança em si mesmos. Perdem de vista a sua fraqueza e necessidade constante do poder divino. Estão desapercebidos para as ciladas de Satanás, e quando tentados, muitos, como Pedro, caem nas profundezas do pecado. Somos advertidos: 'Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.' 1 Coríntios 10:12. Nossa única segurança está na constante desconfiança de nós mesmos e na confiança em Cristo." - Ellen G. White, "Parábolas de Jesus", pág. 77.
Resposta Tal citação faz de um capítulo (capítulo 13 de "Parábolas de Jesus") em que Ellen G. White comenta a parábola do fariseu e do publicano. Em outros escritos, Ellen G. White fala que podemos ter uma certeza de salvação VERDADEIRA quando confiamos em Jesus e dependemos de Sua misericórdia e poder. Nesse trecho e capítulo de "Parábolas de Jesus", porém, ela condena uma certeza de salvação FALSA, demonstrada tanto pelo fariseu da parábola quanto por Pedro na primeira fase de sua vida. Essa certeza de salvação FALSA é baseada no orgulho que vem das próprias obras, e é presunçosa ao ponto de trocar a necessidade de orar e vigiar pela confiança na própria autossuficiência.
Fonte: As ideias acima foram baseadas na palestra "Are You Saved? Should You Say So? What Ellen White Taught about Assurance", de Jerry Moon, cuja leitura recomendamos.

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Os adventistas, Ellen G. White e a certeza de salvação (1)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.
Erro comum: Por causa de Ellen G. White, os adventistas são ensinados a não terem certeza de sua salvação em Cristo.
É preciso reconhecer, inicialmente, que muitos membros e mesmo alguns pastores adventistas alimentam ideias confusas sobre o plano da salvação e a relação entre fé e obras na vida cristã. Outros demoram a crer com o coração aquilo que já creem com a mente, sabendo intelectualmente mas não sentindo a paz de que são salvos em Jesus. Minha amizade com cristãos batistas, presbiterianos e pentecostais, contudo, me mostrou ao longo de 20 anos que esse problema existe em outras comunidades cristãs. 
Em todo caso, porém, a Igreja Adventista do Sétimo Dia exalta a graça de Deus oficialmente através de suas publicações e músicas e promove a certeza de salvação e o descanso na graça de Jesus. Neste post, citaremos alguns textos de Ellen G. White em que ela ensina seus leitores sobre a segurança que temos em Cristo.
Quem clamar a Jesus jamais se perderá "Não olheis para vós mesmos, mas para Cristo. Aquele que curava os doentes e expulsava os demônios, quando andava entre os homens, é ainda hoje o mesmo poderoso Redentor. A fé vem pela palavra de Deus. Apegai-vos, pois, a Sua promessa: 'O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora'. João 6:37. Lançai-vos a Seus pés, com o clamor: 'Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade'. Marcos 9:24. Não podeis perecer nunca, enquanto assim fizerdes — nunca." — Ellen G. White, "O Desejado de Todas as Nações", pág. 302. Salvação total e completa em JesusNa cruz, Jesus comprou para nós uma salvação que é total e completa. […] Somos livres, realmente livres, e estamos eternamente livres, se tão-somente crermos.” – Ellen G. White, “Comentário Bíblico Adventista”, vol. 6, pág. 1113.
Quarteto adventista Arautos do Rei cantando a música "Graça".
A fé em Jesus dá certeza de salvação "A fé, a fé salvadora, deve ser ensinada. A definição dessa fé em Jesus Cristo pode ser dada em poucas palavras: é o ato da alma pelo qual o homem todo se entrega à guarda e controle de Jesus Cristo. Ele permanece em Cristo e Cristo habita na alma supremamente, pela fé. O crente confia alma e corpo a Deus, e com convicção pode dizer: Cristo é capaz de guardar aquilo que Lhe confiei, até aquele dia. Todos os que isso fizerem serão salvos para a vida eterna. Haverá a certeza de que a alma foi lavada no sangue de Cristo e revestida com a Sua justiça, sendo preciosa à vista de Jesus. Nossos pensamentos e nossas esperanças estão no segundo advento de nosso Senhor. Este é o dia em que o Juiz de toda a Terra recompensará a confiança de Seu povo." – Ellen G. White, "Mente, Caráter e Personalidade", vol. 2, pág. 531.
Seguros em Jesus como se já estivéssemos dentro da Cidade de Deus “A mensagem que Deus me enviou para ser dada a você [Lizzie Innes, uma mulher que estava deprimida por causa de uma doença que enfrentava] é: ‘O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora’ (João 6:37). Se você não tiver nada mais a pleitear diante de Deus a não ser esta única promessa de seu Senhor e Salvador, já tem aqui a garantia de que nunca, nunca será mandada embora. Pode lhe parecer que você está se agarrando a uma única promessa, mas aproprie-se dessa única promessa, e ela lhe abrirá o tesouro inteiro das riquezas da graça de Cristo. Apegue-se a essa promessa e você estará segura. ‘O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.’ Apresente esta certeza a Jesus, e você estará tão segura como se já estivesse dentro da Cidade de Deus”. – Ellen G. White, "Manuscript Releases", vol. 10, p. 175. [Fonte: http://text.egwwritings.org/publication.php?pubtype=Book&bookCode=10MR&lang=en&collection=2&section=9&pagenumber=175&QUERY=holy+city&resultId=29]
Com Jesus não há momento sem salvação "Pode dizer o pecador, a perecer: 'Sou um pecador perdido; mas Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido. Diz Ele: ‘Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.’ Marcos 2:17. Sou pecador, e Ele morreu na cruz do Calvário para me salvar. Nem um momento mais preciso ficar sem me salvar. Ele morreu e ressurgiu para minha justificação, e me salvará agora. Aceito o perdão que prometeu.'” — Ellen G. White, "Mensagens Escolhidas", vol. 1, pág. 392. Em comunhão com Jesus, Ele nunca nos soltará "Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará.” — Ellen G. White, "A Ciência do Bom Viver", pág. 182 É essencial crer em Jesus e na certeza de salvação Ela disse de si mesma: “Jesus me salvou, embora eu não tivesse nada para apresentar a Ele." — Ellen G. White, "Review and Herald", 14 de julho de 1891.
É essencial ter fé em Jesus e crer que você está salvo por meio dele." — Ellen G. White, "Review and Herald", 1º de novembro de 1892. Não demos duvidar de Jesus e da salvação"Ninguém pode tornar-se melhor, mas devemos vir a Jesus como estamos, desejando ardentemente ser purificados de cada mancha e mácula de pecado, e receber o dom do Espírito Santo. Não devemos duvidar de Sua misericórdia, e dizer: 'Não sei se eu serei salvo ou não.' Por meio de uma fé viva devemos tomar posse da sua promessa, pois ele disse: 'Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." — Ellen G. White, "Sinais dos Tempos", 4 de abril de 1892.

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Os adventistas creem que serão os únicos salvos?

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista é exclusivista, acreditando ser a única igreja verdadeira e/ou os únicos que serão salvos. 

Primeiro, é preciso reconhecer que muitos pastores e membros adventistas acreditam assim, pois enfatizam mais as doutrinas e práticas que separam os adventistas de outros grupos cristãos. Mas eles não estão seguindo a orientação e teologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia ao agirem e pensarem dessa maneira.

Vejam, por exemplo, o que diz o Prof. Leandro Quadros, do programa Na Mira da Verdade (TV Novo Tempo), ao responder se somente os adventistas serão salvos: 




Cremos que Deus tem fiéis salvos em todas as igrejas. Que a salvação vem apenas pela fé, independentemente de qualquer obra que o homem possa fazer – incluindo o sábado. Embora haja alguns membros fanáticos e preconceituosos em nosso meio – como em todas as igrejas – os adventistas não são esse grupo sectário e julgador que muitos foram acostumados a acreditar que somos.

Ellen White uma vez inclusive aprovou o aluguel de uma de nossas igrejas a uma igreja presbiteriana – sem que isso envolvesse qualquer crítica ou condenação sobre eles por sua guarda do domingo (ver abaixo).

Vejam também algumas declarações oficiais dos adventistas sobre o assunto:

“A igreja invisível, também conhecida como igreja universal, é composta dos filhos de Deus em todo o mundo. Inclui os crentes que estão dentro da Igreja visível e muitos outros que, embora não pertencendo à Igreja visível, têm seguido a luz que Cristo lhes concedeu (João 1:9). Este último grupo inclui aqueles que jamais tiveram a oportunidade de aprender a respeito de Jesus Cristo, mas que têm respondido ao Espírito Santo e têm procedido “por natureza, de acordo com a lei” (Rom. 2:14)." 
Nisto Cremos: 28 ensinos bíblicos dos adventistas do sétimo dia, p. 199.

“O Senhor tem Seus representantes em todas as igrejas. A essas pessoas as decisivas verdades especiais para estes últimos dias não foram apresentadas sob circunstâncias que trouxessem convicção ao coração e à mente; portanto, ao rejeitar a luz, elas não romperam sua ligação com Deus.”
– Ellen G. White, “Testemunhos para a Igreja”, vol. 6, p. 71.

“Deus tem filhos, muitos deles nas igrejas protestantes, e um grande número nas igrejas católicas, que são mais fiéis para obedecer à luz e para proceder de acordo com o seu conhecimento do que um grande número entre os adventistas observadores do sábado que não andam na luz.”
– Ellen G. White, “Mensagens Escolhidas”, vol. 3, p. 386.

"A luz que me foi dada por Deus coloca este importante assunto acima de qualquer dúvida em minha mente. A justificação é inteiramente de graça, não sendo obtida por nenhuma obra que o homem caído possa efetuar."
– Ellen G. White, “Fé e Obras", p. 18. 

"Há uma semana do último sábado, cumpri um compromisso para falar na igreja em São Francisco. Tivemos uma excelente reunião. Parecia haver ardente desejo de ouvir e interesse nas palavras proferidas. (...) A igreja está alugada aos presbiterianos, para cultos aos domingos. Isto às vezes é um pouco inconveniente para nós, mas como sua casa de culto foi destruída, eles se sentem muito agradecidos pelo privilégio de usar a nossa."
– Ellen G. White, “Mensagens Escolhidas", vol. 3. p. 322-323.

"Entre eles [os católicos] existem muitos que são conscienciosíssimos cristãos, que andam em toda a luz que sobre eles brilha, e Deus operará em seu favor."
— Ellen G. White, "Obreiros Evangélicos", 329.

Eu e os demais adventistas dizemos a todos as palavras da bela canção abaixo, cantada e gravada pelo grupo adventista Prisma Brasil em 1987: 

"A mim não importa o nome que tu tens / Pois sinto que se crês em Cristo ao meu lado estás / E seu amor podemos repartir, por seu poder mudar o mundo / Conhecerão que Cristo é Rei / Meu irmão e minha irmã as mãos nos demos / Pois, lutemos com Jesus contra o mal / Os perigos e temores não mais nos assolarão / O amor de Cristo nos susterá"



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Quantos nomes têm os adventistas?


Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista teve vários nomes ao longo de sua História.

 O Movimento Milerita, ocorrido no século XIX nos EUA, deu origem a várias denominações adventistas:

1) a Igreja Evangélica Adventista (formalizada em 1845),
2) a Igreja Cristã do Advento (1860),
3) a União do Advento e Vida (1863),
4) a Igreja de Deus (Sétimo Dia) (1858) e
5) a Igreja Adventista do Sétimo Dia (1863).

Essas 5 igrejas não são diferentes nomes da mesma igreja, são denominações diferentes com doutrinas e administração diferentes. 

As igrejas 1, 2 e 3 guardavam o domingo; 4 e 5, o sábado.

A maior, 1, acreditava na consciência na morte e no inferno de tormento eterno; as outras não.

As igrejas 4 e 5 aceitaram o dom de profecia em Ellen White, mas a 4 deixou isso de lado e foi seguir seu próprio caminho.

A 1 desapareceu em 1916, a 3 separou-se da 2 em 1863 e desapareceu um século depois quando se uniu com a 2 de novo, em 1964.

A 5 era o patinho feio do grupo: a menor, mais esquisita e menos popular igreja de toda a ninhada milerita, mas se tornou a maior de todas elas. Essa, liderada por Joseph Bates, Ellen G. White e seu esposo Tiago White, foi fundada em 1863 com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Também é importante informar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não possui "convenções" ou "ministérios" independentes e reconhecidos entre si, tal como acontece na Assembléia de Deus (Missão, Madureira, Belém, Betesda etc.) ou na Presbiteriana (do Brasil, Independente, Renovada, Conservadora, Unida etc.).


A Igreja Adventista da Promessa (de origem brasileira, linha pentecostal) e Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma (de origem alemã, com crenças e práticas baseadas mais em Ellen G. White do que na Bíblia) são dissidências à parte e movimentos rivais, tendo sido fundadas após expulsão motivada por ensinos e práticas incompatíveis com a compreensão bíblica da denominação da qual saíram. Eles não devem ser confundidos com a Igreja Adventista do Sétimo Dia fundada em 1863.

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domingo, 14 de junho de 2015

16 fatos interessantes sobre ordenação de mulheres na Igreja Adventista do Sétimo Dia


por Pr. Matheus Cardoso

1 – A IASD tem pastoras, pelo menos, desde 1872.
2 – Proporcionalmente, havia mais pastoras na época de Ellen White do que hoje.
3 – Ellen White jamais disse algo negativo sobre a existência de pastoras.
4 – Ellen White fez muitas declarações positivas sobre mulheres no ministério.
5 – A ordenação de mulheres tem sido discutida na IASD pelo menos desde 1881. E, a partir desse ano, Ellen White recebeu o salário de um pastor ordenado.
6 – A partir de 1884, Ellen White foi listada como “ministro ordenado" (em inglês, “ordained minister” – gênero neutro) no anuário da Associação Geral (Yearbook). Ela possuiu credenciais ministeriais a partir de 1871, e recebeu certificado de ordenação em 1883 e em outros anos, como 1887, 1899, 1909 e 1913. (No entanto, é verdade que Ellen White jamais foi ordenada por mãos humanas. Em 1911, ela escreveu: “Na cidade de Portland, [em 1845,] o Senhor me ordenou como Sua mensageira, e ali meus primeiros labores foram dedicados à causa da verdade presente” [Filhas de Deus, p. 252]).
7 – O debate atual na IASD não diz respeito à ordenação de mulheres em si. A Associação Geral estabeleceu a ordenação de diaconisas em 1975 (reafirmada em 1985 e 2010).
8 – O voto na assembleia da Associação Geral, em julho deste ano, não estará relacionado à existência de pastoras. Desde 1990, a Associação Geral autoriza mulheres a serem ministros “comissionados”.
9 – Atualmente, a IASD possui mais de 320 pastoras, incluindo mais de 120 na América do Norte {em algumas regiões dos Estados Unidos, além de outras na Holanda, partes da Alemanha e em toda a China}. A igreja continuará a ter pastoras, independentemente do resultado da votação deste ano.
10 – Pastoras “comissionadas” já exercem, nas igrejas locais, os mesmos papéis e funções que os pastores “ordenados”: ambos os grupos pregam; dão estudos bíblicos; batizam; realizam casamentos, dedicação de crianças e funerais; oficiam a ceia; lideram reuniões administrativas etc.
11 – A distinção entre pastoras “comissionadas” e pastores “ordenados” não tem a ver com “ser o cabeça” (em inglês, “headship”). “Cristo, não o ministro, é o cabeça da igreja” (Ellen G. White, Signs of the Times, 21 de janeiro de 1890).
12 – Tanto pastores quanto pastoras são dedicados numa cerimônia de oração e imposição de mãos. A diferença é que o certificado dos pastores diz “ministro ordenado”, enquanto o certificado das pastoras diz “ministro comissionado”.
13 – Em 1975, um comitê de estudiosos adventistas, estabelecido pela Associação Geral, não encontrou obstáculos teológicos para ordenar mulheres ao ministério pastoral.
14 – Em 1976, o Instituto de Pesquisa Bíblica da sede mundial da IASD concluiu: “Se Deus chama uma mulher, e o ministério dela é frutífero, por que a igreja deveria se recusar a oferecer seu reconhecimento oficial?”.
15 – Em 2014, o Comitê de Estudo da Teologia da Ordenação, estabelecido pela Associação Geral, chegou ao consenso de que a Bíblia pode ser usada, de maneira legítima, para apoiar a ordenação e a não ordenação de mulheres ao ministério pastoral, e de que os defensores de ambas as posições estão plenamente comprometidos com a teologia e a missão da IASD. Dois terços dos membros do comitê concluíram que a Bíblia e os escritos de Ellen White permitem a ordenação de mulheres ao ministério pastoral.
16 – Em 2014, a Associação Geral e os líderes das Divisões mundiais declararam, com unanimidade, que a questão não pode ser decidida teologicamente (isto é, pelo estudo da Bíblia {ela não proíbe, nem manda ordenar mulheres}), mas será decidida administrativamente (tendo em vista a unidade e a missão da igreja).

Para saber mais sobre o tema, acesse: http://teologiadaordenacao.blogspot.com.br/

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