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sábado, 8 de outubro de 2011

In Christ Alone - O Evangelho em Canção

*Walter Mendes 


Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero publicou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Naquele documento o reformador alemão protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma volta ao ensino puro e simples da Palavra de Deus. Como resultado, nasceu o movimento protestante: um conjunto de igrejas e denominações cristãs que pregam a justificação pela graça mediante a fé somente, o sacerdócio de todos os crentes e a Bíblia como única regra em matéria de fé e prática. Para comemorar o Aniversário da Reforma,  o Portal Escrivão Caminha traz este mês algumas canções evangélicas centradas nos dois grandes princípios da fé protestante.

O primeiro princípio que queremos abordar é o lugar privilegiado e exclusivo que Jesus ocupa na fé protestante – o SOLUS CHRISTUS, que significa "SOMENTE CRISTO" em latim. Os católicos confiam na suposta intercessão e méritos de Maria, mãe de Jesus, dos inumeráveis santos, além do próprio Jesus para ajudar na sua salvação eterna no mundo vindouro e na sua caminhada neste mundo presente.


O protestante, por outro lado, confia somente em Cristo, pois a Bíblia ensina que:


  • Jesus é o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29 cf Isaías 53:4-7); 
  • Jesus é o dom de Deus para nossa salvação – "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16);
  • Jesus é o ÚNICO CAMINHO para irmos a Deus, segundo Ele Mesmo disse – "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (João 14:6, NVI);
  • Jesus é o ÚNICO NOME a ser invocado para conseguir a salvação – "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4:12);
  • Jesus é o ÚNICO MEDIADOR que intercede junto Deus em nosso favor – "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus" (1 Timóteo 2:5, NVI);
  • Jesus é o ÚNICO ADVOGADO disponível para apresentar nossas causas a Deus – "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 João 2:1).


A fé protestante proclama que Jesus é único, suficiente e perfeito em Sua pessoa e em Sua obra para nossa salvação no mundo vindouro e para nosso bem-estar neste mundo presente, conforme podemos ver nas palavras da música "In Christ Alone" (Só em Jesus, numa tradução livre):

Avalon – In Christ Alone


In Christ Alone,
Letra: Stuart Townend e Keith Getty
Somente em Cristo,
Tradução livre: Walter Mendes
In Christ alone my hope is found
He is my light, my strength, my song
This Cornerstone, this solid ground
Firm through the fiercest drought and storm
What heights of love, what depths of peace
When fears are stilled, when strivings cease
My Comforter, my All in All
Here in the love of Christ I stand

In Christ alone, who took on flesh
Fullness of God in helpless babe
This gift of love and righteousness
Scorned by the ones He came to save
'Til on that cross as Jesus died
The wrath of God was satisfied
For every sin on Him was laid
Here in the death of Christ I live

There in the ground His body lay
Light of the world by darkness slain
Then bursting forth in glorious Day
Up from the grave He rose again
And as He stands in victory
Sin's curse has lost its grip on me
For I am His and He is mine
Bought with the precious blood of Christ

No guilt in life, no fear in death
This is the power of Christ in me
From life's first cry to final breath
Jesus commands my destiny
No power of hell, no scheme of man
Can ever pluck me from His hand
'til He returns or calls me home
Here in the power of Christ I'll stand
Somente em Cristo está minha esperança
Ele é minha luz, minha força, minha canção
Esta Pedra de Esquina, este sólido chão
Firme em meio à mais feroz seca ou tempestade
Que elevado amor, que profunda paz
Quando os medos param, quando os esforços cessam
Meu Confortador, meu Tudo em Tudo
Firme no amor de Cristo eu permaneço

Somente em Cristo, que Se encarnou
O pleno Deus num indefeso bebê
Este dom do amor e da justiça
Desprezado por aqueles a quem veio salvar
Até naquela cruz enquanto Jesus morria
A ira de Deus foi satisfeita
Por todo pecado que sobre Ele foi colocado
Firme na morte de Cristo, eu vivo

Naquele chão Seu corpo está
Luz do mundo morta pela escuridão
Mas ressurgiu no glorioso Dia
Da tumba Ele Se reergueu
E enquanto Ele continuar vencedor
A maldição do pecado não vai me derrotar
Pois eu sou Seu e Ele é meu
Comprado com o precioso sangue de Cristo

Vivo sem culpa, morrerei sem medo
Este é o poder de Cristo em mim
Do primeiro choro ao último suspiro
Jesus é o Senhor do meu destino
Nem o poder do inferno, nem a trama dos homens
Jamais poderão me arrancar das Suas mãos
Até que Ele volte ou me chame ao Lar
Firme no poder de Cristo permanecerei

Essa é uma canção americana escrita em 2002 por Stuart Townend e Keith Getty durante um evento de adoração e apresenta em belíssimos versos a vida, morte e ressurreição do Senhor Jesus, bem como os benefícios trazidos pelo Salvador à vida dos que creem em Seu nome.


Você pode confiar SOMENTE EM CRISTO – em Sua vida sem pecado, Sua morte na cruz, Sua ressurreição ao terceiro dia e Sua intercessão perante Deus. Este é o Evangelho em canção.


Leia também: Tua Palavra – O Evangelho em Canção

*Walter Mendes é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Cordel de Natal

"Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos" - 2 Coríntios 8:9. Um feliz Natal a todos!
Igreja Batista Central de Fortaleza - Um Cordel de Natal

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Não confunda o evangelho com a política

por Walter Dos Santos* 

Quando o pastor da 1ª Igreja Batista de Curitiba Paschoal Piragibe Jr. ligou a tese da "iniquidade institucionalizada" com a aprovação legal do aborto e do casamento gay, muitos cristãos evangélicos progressistas levantaram-se contra essa associação. Segundo vários desses oponentes, o pastor foi omisso e limitado ao não reconhecer pecados profundamente enraizados no Brasil como a questão previdenciária, a criação da CPMF, o sistema público de saúde, o acúmulo de terras etc. 

Como podemos identificar facilmente, tais críticos afirmam que tanto essas questões sociais citadas quanto aqueles temas morais listadas pelo pastor contribuem para a iniquidade em nosso país. Neste artigo pretendemos apresentar um breve panorama do cristianismo engajado por trás dessa visão e analisar o ensino bíblico sobre a responsabilidade social da Igreja. 

Evangelho Social e Teologia da Prosperidade 


As críticas levantadas contra o pronunciamento do Pr. Piragibe Jr. por esse setor da igreja evangélica brasileira refletem o ideário do Evangelho Social, movimento protestante surgido e desenvolvido nos Estados Unidos de 1880 a 1930. Devido à crise urbana ocasionada pelo crescimento econômico pós Guerra Civil, muitos trabalhadores e imigrantes viviam nos cortiços das grandes cidades e sofriam uma grave situação de abandono e exclusão. Em resposta, vários crentes americanos moveram compaixão e esforços em favor deles e formularam conceitos como “a implantação do reino de Deus na Terra”, a importância de uma “sociedade redimida” e o papel da ação social como parte da missão da Igreja. 

O pastor e professor de seminário batista Walter Rauschenbusch (1861-1918) foi o principal articulador teórico do movimento, com livros como O Cristianismo e a Crise Social, Cristianizando a Ordem Social e Uma Teologia para o Evangelho Social. Mas o Evangelho Social alcançou popularidade e expansão sem precedentes com a publicação do livro Em Seus Passos que Faria Jesus? (1897), best-seller escrito pelo pastor congregacional Charles Sheldon. Na obra, um pastor vive uma vida confortável e sem contratempos até o dia em que um homem pobre e necessitado aparece na sua igreja e o leva a rever seus valores, modo de vida e prioridades a partir da questão "O que Jesus faria?". A partir disso, decide propor aos fiéis de sua igreja que se comprometam durante um ano a não fazer nada sem antes perguntar o que Jesus faria na mesma situação. A experiência traz reavivamento e alegria a vários dos paroquianos, bem como renúncias pessoais, conflitos de interesse e choques sociais ao aplicarem o compromisso. 

Nas fileiras católicas, por outro lado, encontraremos a Teologia da Libertação, desenvolvida na América Latina em meados do século 20. Como a região enfrentava um período de grandes tensões políticas, injustiças econômicas e exclusão social, os pensadores católicos articularam uma nova teologia centrada no conceito bíblico de Deus como libertador. Entre as ênfases da Teologia da Libertação podemos citar a visão do reino de Deus numa perspectiva de libertação política e social neste mundo e um forte menosprezo à reflexão e prática cristãs tradicionais devido a seu suposto caráter "alienante" e reacionário.

Igualmente devemos apontar o uso nesse movimento de categorias do pensamento marxista para entender as mazelas da América Latina e o apoio ora ímplicito ora escancarado a movimentos esquerdistas radicais no continente. Embora tenha havido pensadores protestantes na sua formulação, a Teologia da Libertação foi uma iniciativa predominantemente católico-romana. Contudo, setores evangélicos formularam uma alternativa à Teologia da Libertação no conceito de “missão integral” – em que a igreja inclui a ação social como aspecto indispensável de seus esforços missionários. 

Atos não foi um Woodstock comunista 

De onde vêm as bases do discurso dos cristãos que lutam por justiça social? Além do ministério de Cristo em favor dos pobres, os adeptos do cristianismo engajado recorrem ao modelo da igreja primitiva e ao discurso social dos profetas. Alguns leem a vida em comunidade e partilha de bens apresentada em At 2:44-47 e gostam de idealizar a Igreja Primitiva como uma sociedade alternativa, “metade-hippie” e “metade-crente”. Muitos vão ao extremo de afirmar que essa foi uma experiência socialista/marxista na História da Igreja. Nada mais distante dos fatos. A comunidade cristã primeva era tão complexa em sua dinâmica interna quanto a igreja moderna: extremamente liberal para os conservadores, extremamente conservadora para os liberais. Peço a licença de citar dois parágrafos do livro Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis, pág. 31:
"Do mesmo modo, o Novo Testamento, sem entrar em detalhes, nos pinta um quadro bastante claro do que seria uma sociedade plenamente cristã. Talvez exija de nós mais do que estamos dispostos a dar. Informa-nos que, nessa sociedade, não há lugar para parasitas ou passageiros clandestinos: aquele que não trabalhar não deve comer. Cada qual deve trabalhar com suas próprias mãos e, mais ainda, o trabalho de cada qual deve dar frutos bons: não se devem produzir artigos tolos e supérfluos, nem, muito menos, uma publicidade ainda mais tola para nos persuadir a adquiri-los. Não há lugar para a ostentação, pata a fanfarronice nem para quem queira empinar o nariz. Nesse sentido, uma sociedade crista seria o que se chama hoje em dia "de esquerda". 
"Por outro lado, ela insiste na obediência — na obediência (acompanhada de sinais exteriores de reverência) de todos nós para com os magistrados legitimamente constituídos, dos filhos para com os pais e (acho que esta parte não será muito popular) das esposas para com os maridos. (...) Se existisse uma sociedade assim e nós a visitássemos, creio que sairíamos de lá com uma impressão curiosa. Teríamos a sensação de que sua vida econômica seria bastante socialista e, nesse sentido, "avançada", mas sua vida familiar e seu código de boas maneiras seriam, ao contrário, bastante antiquados — talvez até cerimoniosos e aristocráticos. Cada um de nós apreciaria um aspecto dela, mas poucos a apreciariam por inteiro. Isso é o que se deve esperar de um cristianismo como projeto integral para o mecanismo da sociedade humana."
O Antigo Israel não é a Igreja 

Outra pretensa base para os adeptos e simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Libertação é o discurso social dos profetas do Antigo Testamento contra a acumulação de terras, a justiça corrompida e a opressão social. Mas essa leitura ignora completamente o contexto histórico e o propósito original das mensagens dos profetas do do Antigo Testamento. 

Primeiramente, o Antigo Israel não pode ser confundido com a Igreja. Os israelitas eram um povo nacional distinto que vivia sob uma teocracia, com instituições e leis civis direta ou indiretamente apontadas por Deus na lei mosaica. Quando os profetas condenavam os abusos sociais do povo eleito, eles condenavam desvios de uma “constituição” outorgada por Deus e entregue a governantes, juízes e sacerdotes responsáveis por fazer cumpri-la. 

O Senhor Jeová havia concedido à nação israelita tanto os mandamentos contra o adultério e assassinato (morais) quanto as leis contra o acúmulo de terras e a opressão do estrangeiro e do órfão (sociais). Quebrar tanto estas quanto aquelas era pecado, pois constituía rebelião contra uma ordem moral e social expressamente revelada por Deus. Não é este o caso dos cristãos do Novo Testamento em diante, um grupo multicultural e multi-étnico que vive em regimes políticos e sociais os mais diferentes, com governo, instituições e leis criados sem uma revelação direta da parte de Deus. 

Dois fatos comprovam essa tese, retirando o embasamento dos cristãos modernos que se apoiam no discurso social do Antigo Testamento. Primeiro, os profetas condenavam tanto os crimes sociais quanto os morais do povo judeu, mas apenas os desvios morais dos povos pagãos ao redor de Israel. Nenhum profeta maior ou menor condena a acumulação de terras, a justiça corrompida e a opressão social dos assírios, egípcios, babilônios ou filisteus. 

Segundo, o mesmo padrão de dupla moralidade se repete nas páginas do Novo Testamento. Paulo condena a devassidão moral de pagãos, judeus e cristãos igualmente (Rm 1-3; 1Co 5, 10); mas propõe normas de ética social apenas à comunidade dos crentes (Rm 12-14; 1Co 6-8). Tiago é, sem sombra de dúvidas, o escritor com o discurso social mais enfático do Novo Testamento. Suas reprovações, porém, contra a discriminação social (Tg 2) e o enriquecimento ilícito pela opressão dos trabalhadores são dirigidas aos crentes em Jesus (Tg 5). Pedro ordena a todos os crentes que se submetam às autoridades e, fazendo o bem, suportem as provações e calem os adversários pela prática do bem (1Pe 2-3). 

Quatro verdades esquecidas 

Isso significa então que a Igreja deve ignorar o sofrimento e a desigualdade no mundo, sem nada fazer para melhorar a condição das pessoas? Não, de maneira nenhuma! Os defensores e simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Libertação incluem cristãos sinceros e comprometidos com a melhoria e ascensão das classes menos favorecidas. Contudo, o ensino de ambos os Testamentos apresenta conceitos e ênfases diferentes das formuladas pelos assim chamados Evangelho Social e Teologia da Libertação.

Primeiramente, a Palavra de Deus coloca uma forte ênfase nas questões morais e não nas sociais. Usando jargões esquerdistas, podemos atrever a dizer que ela é bastante "direitista, conservadora, burguesa, retrógrada e reacionária", para o desgosto de muitos dos partidários do Evangelho Social e da Teologia da Libertação – dentro e fora da Igreja. Com isso não queremos dizer que a mensagem bíblica é elitista ou que defenda as propostas daqueles que se encaixam nesses rótulos. Apenas queremos enfatizar que os valores bíblicos identificam-se mais com os ditos valores burgueses do que com os valores normalmente defendidos por socialistas e comunistas.

Se lermos ainda que superficialmente os Dez Mandamentos (Ex 20), o Sermão do Monte (Mt 5), a profecia sobre a condição social nos últimos dias (2Tm 3:1-9) e as listas de vícios no Novo Testamento (1Co 6:9-11; Gl 5:19-21; Ap 22:14-15), observaremos rapidamente que a Lei Moral de Deus condena explicita, demorada e repetidamente os crimes e pecados contra a honestidade, a vida humana, a propriedade privada, a moderação pessoal, a ordem social e o casamento heterosssexual.

Em segundo lugar, a Bíblia é enfática ao apresentar a natureza má e pecaminosa do ser humano, não necessariamente do sistema sócio-político em que ele vive (Jó 14:4; Pv 20:9; Sl 51:5; Is 64:6; Je 17:9; Mt 15:19; Rm 7:14-20; 8:5-8). Desta maneira, qualquer tentativa de melhorar as condições de uma determinada sociedade precisa passar necessariamente pelo chamado individual ao arrependimento (At 3:19; 5:30-31; Rm 2:4) e conversão a Jesus Cristo (Ez 18:30-32; At 17:30-31). A menos que haja a regeneração sobrenatural do coração por meio da reconciliação com Deus em Cristo (Jo 3:3-8; 8:34-36; Ef 2:1-5; 2Co 5:17), qualquer tentativa de eliminar a o egoísmo, a corrupção, a desigualdade e o conflito no interior de uma sociedade será provisória e inútil.

Terceiro, a ação de Jesus e Seus apóstolos contraria radicalmente o plano de trabalho proposto pelos simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Prosperidade. Na tentativa de implementar o Reino de Deus na Terra anunciado pelo Salvador, os defensores de tais propostas apresentam um discurso de mobilização sócio-política em defesa dos excluídos, combate ao sistema institucional opressor e denúncia das injustiças sociais. Escravidão, idolatria, jogos violentos e sanguinários, opressão política, ganância, impostos abusivos, execucões em massa em caso de rebeliões e golpes de Estado eram abusos frequentes dentro das fronteiras do Império Romano. Contudo, nem Jesus nem os Doze empenharam bandeiras, fizeram discursos ou promoveram mobilizações contra as injustiças sociais do Império Romano, embora elas existissem – e existissem numa proporção alarmante. 

Na parábola dos bodes e ovelhas, Jesus elogiou e prometeu entrada no Céu aos que discretamente visitavam os presos, alimentavam os famintos e vestiam os nus (Mt 25:31-46), não aos que usavam a voz em favor deles. Jesus nunca fez nenhuma mobilização ou propôs leis em favor dos excluídos, nem das vítimas dos impostos abusivos dos publicanos, do sistema de saúde precário da Palestina ou da dominação estrangeira feita por Roma. 

Isso não significa, é claro, que a Igreja no Novo Testamento não tivesse preocupação com os infortúnios dos mais frágeis e menos favorecidos na sociedade. Mas isso nos leva ao último ponto de nossa revisão sobre o ensino da Palavra de Deus a esse respeito: em vez de elaborar e proclamar um discurso social, a Igreja é chamada a oferecer uma ação alternativa ao modelo social externo. Os evangelhos mostram que Jesus recebeu, chamou, curou, abençoou e elogiou viúvas e crianças pobres, estrangeiros discriminados e pescadores desassistidos. E mandou Seus seguidores fazerem o mesmo. Ele ilustrou a natureza da verdadeira religião cristã ao contar a parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37): não consiste em sistemas, credos ou ritos, mas no cumprimento de atos de amor e genuína bondade, sem distinção de raça, classe social ou confissão religiosa. 

Com ensinos como esse, a comunidade cristã primeva lutou contra a injustiça social no Império Romano durante e depois dos tempos do Novo Testamento diferentemente do que os cristãos de “direita”, “esquerda” ou “centro” fazem hoje. Sem muita teoria e com muita prática. Os primeiros cristãos ofereciam um modelo de sociedade em que os excluídos eram aceitos e bem-recebidos, as diferenças sociais eram apagadas nas interações da comunidade interna e onde escravos e senhores eram irmãos na vida da Igreja. Mais tarde, foram os cristãos que fundaram os primeiros orfanatos, lares para idosos e hospitais no mundo ocidental por valorizarem e acolherem os membros mais frágeis da sociedade. 

O Reino de Deus não é deste mundo 

Voltando ao caso do Pr. Piragibe Jr., ele tem a Palavra de Deus a seu favor ao defender como "iniquidade institucionalizada" a possível aprovação legal de questões morais contrárias à Lei de Deus revelada na Bíblia. A tarefa da Igreja é defender os valores atemporais e transnacionais ensinados na Palavra de Deus.

Verdade seja dita, nada impede que cristãos sinceros e consagrados lutem contra as mazelas e problemas sociais e políticos do país em que vivem, exercendo suas atividades para a glória de Deus e o bem do próximo. Mas ele ou ela deve ter a consciência de que a agenda sócio-política não deve nem pode ser confundida com a agenda do Reino de Deus. Não existe uma ação sócio-política cristã, nem um candidato do coração de Deus, muito menos uma causa partidária a serviço do evangelho. Da mesma maneira que não existe uma medicina cristã, ou um mecânico do coração de Deus ou uma ação contábil a serviço do evangelho. Portanto, não confunda o evangelho com a política.

*Walter Dos Santos é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Deus amou o mundo. Não tente fazer o mesmo

por Marco Aurelio Brasil

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho..." Deus amou o mundo. O mundo inteiro. Com suas imperfeições todas. Com sua multiplicidade interminável. Com seus africanos e seus escandinavos, seus orientais e seus caucasianos; com budistas e cristãos, satanistas, muçulmanos e espíritas; com altos e baixos, ricos e pobres, cultos e incultos. Deus amou o mundo todo. E, embora Ele tenha vivido entre nós e solicitado que O imitássemos em tudo, nesse quesito específico Ele pediu uma outra coisa. Ele não quer que amemos o mundo. Ele quer que amemos o próximo.

Nós temos abusado da palavra amor. Você diz para alguém que o ama, e dez minutos depois diz que ama cocada ou um par de sapatos. Quando Deus diz que amou o mundo Ele está empregando o primeiro sentido da palavra, ou provavelmente bem mais que isso, porque mesmo para pessoas usamos a palavra amor de forma trivial. O amor de Deus não é trivial. É do tipo que renega a tudo o mais em nome do objeto amado. É do tipo que se diminui, se deixa torturar, cuspir, ridicularizar, xingar e matar.

Portanto, o amor segundo Deus não é algo que se possa reduzir a um mero sentimento. O amor segundo Deus não pode ser "platônico". O amor segundo Deus não é algo abstrato, que pode ser encapsulado na subjetividade do amante, sem reflexo em suas ações, suas prioridades, sua atitude.

Raiz Coral - A Caridade

Acho que é exatamente por isso que Ele não nos pede para amar o mundo. Ele sabe que isso nos é impossível. Não conseguimos exercitar amor pelo mundo todo, porque somos finitos, somos limitados em tempo e em espaço. Só Deus pode amar o mundo.

O que uma criatura finita que foi muito amada pode, sim, fazer, é amar o próximo. Na verdade, é o que ele deve fazer, é a resposta lógica ao amor recebido. Perguntaram a Jesus quem era o próximo e sua resposta, através da parábola do bom samaritano, foi a mais trivial possível. Próximo, é a conclusão, é quem está próximo. É quem está perto de você. Quem quer que seja. Próximo é qualquer pessoa a quem você possa demonstrar amor. É qualquer pessoa que pode ser atingida pela exteriorização de algo que está dentro de você. É toda pessoa a quem você possa tocar, que possa ser impactada pelo seu sorriso, pela sua atenção. É qualquer pessoa a quem a sua preocupação e sua ação possa beneficiar de fato.

Olhe ao seu redor e imite a Deus.

Feliz sábado, @migos!

*Marco Aurelio Brasil é advogado e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Unasp Campus 1, em São Paulo/Capital.

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Como é produzida a lição da Escola Sabatina

Chega ao fim neste fim de semana mais um trimestre de estudos na Escola Sabatina. Para quem não sabe, a Escola Sabatina é um ministério de educação religiosa, semelhante às Escolas Dominicais em outras denominações, conduzida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia para que membros de todas as idades estudem um livro ou tema bíblico, de forma contínua e sistemática, segundo sua faixa etária a cada trimestre.

Mas como é preparada a lição da Escola Sabatina estudada nas igrejas locais ao redor do mundo? Confira neste vídeo desenvolvido pela equipe de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Região Sul do Brasil, sob coordenação da jornalista Fabiana Bertotti.

Youtube - Como é produzida a lição da Escola Sabatina
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domingo, 12 de setembro de 2010

Caso Pr. Piragibe Jr 1: a separação Igreja–Estado

por Walter Dos Santos*

Um vídeo extremamente polêmico, reunindo temas espinhosos como aborto, política e religião, está alcançando quase 1 milhão de exibições no Youtube. Durante um sermão no fim de agosto passado, o pastor presidente da 1ª Igreja Batista de Curitiba (PR) Paschoal Piragine Jr mostrou uma gravação com cenas fortes sobre aborto e casamento homossexual, dois temas incluídos no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) aprovado no governo Lula. O religioso condenou o conteúdo do PNDH e orientou os fiéis a não votarem nos candidatos que estejam comprometidos na defesa do Plano ou que o apóiem, citando por nome o Partido dos Trabalhadores (PT).

Youtube - Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010


A reação petista veio rápida. Em reportagem da Rádio CBN Curitiba, o presidente do PT no Paraná e deputado estadual Ênio Verri reagiu às declarações do ministro batista. O líder político chamou o pastor de mentiroso, mandou-o para o inferno ("o céu não é o destino futuro desse pastor", segundo ele) e ameaçou processá-lo na Justiça. Ênio Verri disse que os deputados citados pelo Pr. Paschoal Piragine Jr não foram expulsos do partido por votarem contra o aborto. Segundo ele, eles saíram por vontade própria e tinham liberdade para votarem conforme sua consciência nessa questão. Numa outra postagem, mostraremos que os fatos estão do lado do pastor batista, e não do parlamentar petista.

O religioso está em viagem para a Argentina e não foi encontrado pela CBN Curitiba para comentar as declarações do presidente do PT. Também não informado o motivo da viagem, se pessoal ou a serviço da igreja. Mas redes sociais e blogs na internet têm especulado que o pastor Paschoal Piragine Jr. teve de fugir por causa de ameaças recebidas contra ele e sua família desde que proferiu o sermão. Embora tenha recebido muita aprovação de setores conservadores dentro e fora da sua denominação, muitos têm se posicionado contra o pronunciamento do pastor batista. Mas o que a Palavra de Deus ensina sobre a delicada relação entre política e religião?

Batistas e a separação Igreja–Estado

Jesus defendeu a separação dos poderes eclesiástico e governamental em Mt 22:17-21, atribuindo esferas de poder e submissão próprias a César e a Deus. Em Rm 13:1-7 e 1Pe 2:13-17, os apóstolos do Salvador foram bem claros ao ordenar os cristãos a serem submissos ao Estado como instituição ordenada por Deus, ensinando-nos que ele existe para recompensar o bem e refrear o mal.

Respaldados por passagens como essas, a tradição batista em que se insere o Pr. Piragibe Jr tem defendido a separação Igreja–Estado e a liberdade religiosa ao longo dos séculos. Seus antepassados espirituais, os anabatistas já propunham esse princípio em meio à perseguição religiosa provocada pela junção dos poderes civis e religiosos na Europa católica e protestante dos séculos XVI e XVII. Os primeiros dois pastores da primeira igreja batista no mundo, fundada na Inglaterra em 1611, defendiam a separação Igreja–Estado e morreram na prisão por causa de suas crenças. Era um tempo em que a Igreja Anglicana havia trocado o Papa de Roma pelo Rei da Inglaterra como chefe espiritual, mantendo a mesma intolerância herdada do catolicismo e perseguindo os dissidentes: especialmente os católicos, puritanos e batistas.

Com o desejo de liberdade de consciência, os puritanos enfrentaram os perigos de um longa jornada através do mar em direção às praias da América do Norte. Mas embora desejassem "um Estado sem rei e uma Igreja sem papa", os tripulantes do navio Mayflower logo começaram a ser tão intolerantes quanto os seus inimigos na colônia americana de Massachusetts. Eles cruzaram o Atlântico, fugindo da perseguição da igreja oficial da Inglaterra. Contudo, para criar uma igreja oficial deles mesmos na Nova Inglaterra, exigia-se que todos os cidadãos sustentassem o clero, magistrados declararam guerra contra a heresia e a filiação à igreja era critério de admissão em cargos públicos. A liberdade de consciência era sufocada por essa mistura de religião e governo que lembrava o velho mundo.

O pastor Roger Williams, perseguido pelos anglicanos na Inglaterra, chegou à colônia de Massachusetts em 1631. Ele viveu por algum tempo na fazenda Plymouth, um museu vivo do primeiro povoado permanente inglês na América. Apesar de ter tido uma recepção calorosa e ser convidado a pastorear a única igreja existente em Boston, Williams logo se tornou um pregador exilado e fugitivo. Ele lera os escritos dos primeiros pastores batistas citados anteriormente e ensinava que a união Igreja–Estado era insustentável, que o poder civil não pode legislar sobre questões religiosas e que o salário pastoral deve ser pago pelos membros que o contratam e não por impostos governamentais.

Os líderes puritanos de Massachusetts não podiam tolerar aquelas novas e perigosas opiniões. Durante um julgamento formal, eles condenaram Williams e ordenaram que fosse exilado. Banido de Boston, ele vagou pela neve por 14 semanas floresta adentro, mal conseguindo sobreviver até que encontrou refúgio com os índios. Comprando terra deles, Roger Williams fundou a colônia de Providence, onde agora fica Rhode Island. Ali o pastor estabeleceu o primeiro governo moderno, oferecendo total liberdade de consciência. Williams convidou todos os oprimidos e perseguidos a buscarem refúgio em Providence, qualquer que fosse a sua fé. Mesmo que não tivessem qualquer fé, eles seriam bem-vindos. E nesse reduto de liberdade, foi fundada em 1638 a primeira Igreja Batista em terras americanas. Providence se tornou a capital da liberdade no Novo Mundo e o esboço da Constituição Americana um século e meio depois, defendendo a liberdade religiosa e a separação Igreja–Estado. 

Graças a pioneiros batistas do começo de sua história, a Igreja Adventista do Sétimo Dia herdou a defesa desses dois grandes princípios. Organizada por líderes adventistas no ano de 1893, a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA, em inglês) trabalha para defender, proteger e promover a liberdade religiosa em todos os lugares para todas as pessoas. Seu foco primário é organizar congressos, simpósios, conferências e seminários, e atuar junto a legisladores, governos e líderes religiosos, estimulando a liberdade religiosa e ajudando as vítimas de intolerância religiosa. Afiliada a parceiros em 80 países, a IRLA recebeu em 2000 status de ONG consultiva na Organização das Nações Unidas.


Implicações da separação Igreja–Estado

Voltando ao caso do Pr. Piragibe Jr: ao contrário de muitos ministros populares (no pior sentido do termo), ele não vendeu o voto da sua denominação para este ou aquele candidato, nem promoveu qualquer candidato como "o homem escolhido por Deus, ou do sonho de Deus, o homem de Deus para este cargo etc". Ele apenas valeu-se do seu direito bíblico e constitucional de orientar espiritualmente sua congregação conforme uma legítima preocupação sua sobre questões sociais e morais. 

A separação Igreja–Estado não significa que as duas esferas jamais possam interagir de quaisquer formas ou por quaisquer meios. Igrejas são entidades civis e jurídicas submetidas a algumas leis específicas do governo civil, compostas por membros que são cidadãos do país em que residem e que desfrutam de direitos e deveres políticos assegurados pelo mesmo Estado. Este por sua vez decreta feriados baseados em comemorações religiosas, concede liberdade de crença e reunião, protege os locais de culto e suas liturgias e permite capelania religiosa em presídios e quartéis, entre outras garantias. 

A separação Igreja–Estado significa que o Estado não deve favorecer nem prejudicar nenhuma organização religiosa em detrimento de outra, e a Igreja não deve interferir nos negócios do Estado nem (idealmente) se envolver na política partidária como uma organização coletiva. Uma coisa é o membro ou o ministro evangélico expor sua opinião sobre o momento político, outra diferente é a Igreja local ou a denominação apoiar ou condenar oficialmente este ou aquele candidato ou projeto político.

Uma das consequências lógicas da separação Igreja–Estado defendida pela Bíblia é que a Igreja não deve impor sua moralidade aos não-cristãos, muito menos usar a força de lei para forçar as pessoas a seguir suas normas e crenças. Contudo, a Palavra de Deus aconselha os cristãos a não se conformarem aos padrões corrompidos deste mundo hostil a Deus e à Sua vontade (Mt 5:13; Jo 17:14-16; Rm 12:1-2; Fp 2:14-16; Tg 4:4; 1Pe 2:11-12; 1Jo 2:15-17). Nas sociedades democráticas ocidentais, os diferentes grupos sociais usam o espaço do debate público e a arena política para defender seus interesses e promover seus valores. Nesse caso, a Igreja pode e deve usar os meios ao seu alcance e ao seu dispor para defender e promover um padrão moral mínimo para o bem-estar dela mesma e do resto da sociedade. 

Cristãos protestantes trabalharam com sucesso nesse caminho ao lutar pelo fim da escravidão e em favor das crianças órfãs na Inglaterra, contra o estímulo aos vícios do álcool e do fumo, a escravatura e a segregação racial nos EUA e contra o infanticídio e o enterro de viúvas com seus maridos na Índia. Batistas como o missionário à Índia William Carrey e o pastor Martin Luther King não violaram a separação Igreja–Estado defendida por sua denominação ao apoiarem essas bandeiras pelo exemplo e pela voz, embora tenham confrontado interesses partidários e leis estabelecidas pelo Estado de então.

Portanto, o Pr. Piragibe apenas coloca-se numa lista de ministros cristãos a usar sua influência contra questões morais de repercussão social. 

*Walter Dos Santos é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Deus de Manassés

por Jorge de Oliveira*


Manassés foi um dos reis mais perversos de Israel. Começou a reinar aos doze anos e num abrir e fechar destruiu tudo o que o seu pai tinha feito de bom – é sempre muito mais fácil e rápido estragar o que de bom se faz. Manassés cometeu idolatrias, bruxarias, infâmias e abominações, chegando ao cúmulo de queimar e sacrificar os seus próprios filhos aos falsos deuses. Judá era considerada muito pior que todas as outras nações. Alguém poderia pensar que este Hitler cruel do Velho Testamento (como alguém o apelidou) estaria perdido para sempre. Mas não.

Deus enviou-lhe o exército inimigo da Assíria para o prender e levar cativo, tal qual uma besta (que ele era). E é precisamente neste terrível cativeiro, que, angustiado, Manassés ora ao "Deus de seus pais" e se arrepende do seu grande pecado e da sua vã maneira de viver. E ao contrário do que alguns podiam esperar, Deus ouve-o e perdoa-lhe. 
A história do rei Manassés pode ser lida em 2 Crônicas 33: 1-20
Erlo Braun - Ele vai Te Alcançar

Começa a restauração da sua vida e de Jerusalém. Reedifica o muro da cidade, constitui líderes para a protegerem dos ataques e ciladas dos inimigos, remove todos os ídolos e deuses estranhos que ele tinha anteriormente implantado, e começa a reparação do altar do Senhor, incentivando o povo a adorar e servir O único e verdadeiro Deus e Senhor.

Deus perdoou a Manassés. É certo que as marcas da sua malignidade deixaram rastos no povo e em Amom, o seu filho, que posteriormente vai trilhar o pior caminho do seu pai. Mas importa reter que se Deus perdoou a Manassés, não há pecado ou mal que Deus não consiga perdoar. Jesus também foi trespassado por causa do pecado de Manassés. O Deus de Manassés é o Deus de toda a misericórdia, perdão e compaixão. Ele é poderoso para amar e perdoar o mais vil dos pecadores.

*Jorge Oliveira, residente em Vila Nova de Gaia (um município português na região do Porto), é um cristão evangélico e mantém o blog Canto do Jo
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domingo, 4 de abril de 2010

O significado da Páscoa

Hoje é Domingo de Páscoa, dia em que o mundo cristão celebra e relembra a vitória do Salvador Jesus sobre a morte.

Graças à Sua morte e ressurreição, podemos ter em Jesus uma nova vida, a vida eterna, "uma vida com abundância" (João 10:10). Ele nos concede a certeza de viver para sempre, a paz e alegria em nosso coração e acesso direto ao trono de Deus. Nele temos o perdão dos nossos pecados, esperança e razão para viver, a certeza de Sua presença em nossas vidas.

Abaixo seguem textos bíblicos e músicas cristãs sobre o Domingo de Páscoa, explicando a história e o significado por trás dessa data. Leia, conheça ou relembre, reflita e, acima de tudo, decida-se ao lado de Cristo. Entregue hoje mesmo sua vida a Jesus, aceitando-O como seu Salvador pessoal, e experimente a nova vida que Ele te oferece. Que você tenha uma Feliz Páscoa! – Walter Dos Santos

"Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu dos céus e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo e ficaram como mortos.
O anjo disse às mulheres:
'Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia.Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão. Notem que eu já os avisei'.
As mulheres saíram depressa do sepulcro, amedrontadas e cheias de alegria, e foram correndo anunciá-lo aos discípulos de Jesus."
Mateus 28:1-8, NVI
Hinário Adventista - Cristo Já Ressuscitou!



Ellas - A Manhã da Ressurreição (apresentação no Musical "O Cristo da Paixão")

"Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão.
Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze."
1 Coríntios 15:1-5, NVI
Eclair - Foi numa linda manhã



Leonardo Gonçalves - Ele Vive

"E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão.
Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem. Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés.
O último inimigo a ser destruído é a morte."
1 Coríntios 15:17-26, NVI
Hinário Adventista - Porque Ele Vive

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uma pequena notável

A mais nova sensação da web atende pelo nome de Rhema Marvanne Voraritskul, uma garotinha americana de apenas 7 anos.

Evangélica, super simpática e batizada nas águas recentemente, Rhema encanta graças à sua belíssima voz afinada. Escolhi para estão postagem 3 dos vídeos presentes em seu canal no Youtube, onde ela interpreta com graciosidade clássicos da música gospel americana gravados por Celine Dion, Whitney Houston e LeAnn Rimes.

Rhema Marvanne – Jesus Loves Me (gravação de Whitney Houston)


O caso de Rhema suscita algumas reflexões. Devido à forte herança protestante, diversos cantores americanos de grande projeção começaram suas carreiras cantando em igrejas evangélicas. Lembro-me de uma conversa ouvida nos tempos da faculdade, entre estudantes de música no ônibus em que estava indo para as aulas. Um deles havia mencionara que os evangélicos se destacavam sobre os demais estudantes nos cursos de canto e instrumento, pois conviviam com a música desde pequenos no ambiente da igreja.

Isto não significa, é claro, que todo protestante é um Mozart ou Pavarotti em potencial, e infelizmente eu sou o principal exemplo! (Eu canto melhor que 50% dos candidatos que se inscrevem anualmente no programa Ídolos, mas jamais colocaria os pés no concurso de talentos do Raul Gil.)  Contudo, a adoração semanal em comunidade, as atividades congregacionais e a participação no culto público estimulam o desenvolvimento dos talentos natos dos membros da igreja, tanto os ligados à area musical, quanto os de liderança, oratória e ensino. Rhema é um exemplo vivo dessa realidade.

Rhema Marvanne – Amazing Grace (gravação de LeAnn Rimes)


Não se pode negar, porém, os perigos de um talento como o dela, tão precoce e tão difundido. A pequena Rhema se apresenta hoje apenas em igrejas, hospitais e eventos de caridade, e aparentemente revela uma vida espiritual sincera e consagrada ao Senhor Jesus. Eu me preocupo se ela conseguirá manter o equilíbrio emocional, vivendo sua infância e juventude de forma saudável ao mesmo tempo em que consegue uma projeção de si mesma cada vez maior dentro da igreja e fora dela.

Também merece consideração uma possível (e já especulada) entrada futura de Rhema no mercado da música secular, deixando o gênero gospel pelo showbusiness. Apesar do preconceito existente no Brasil por parte dos evangélicos contra a "música mundana", cristãos praticantes e consagrados podem ser encontrados nos diversos gêneros da música pop americana e, mesmo, brasileira. Contudo, as pressões do meio musical são grandes e muitos sucumbiram no mundo das drogas, da depressão e/ou da promiscuidade, como as batistas Whitney Houston e Britney Spears, o assembleiano Elvis Presley e a testemunha de Jeová Michael Jackson.

Que o Senhor Jesus conceda graça e sabedoria à pequena 
Rhema. Para que ela saiba usar o seu talento para a glória de Deus e o bem-estar dela. Seja na música gospel, seja na música secular.

Rhema Marvanne – O Holy Night, cantando na Branch Church in Carrollton/Texas


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Jesus que você precisa conhecer

Os cristãos em geral ensinam que Jesus é o Deus que se fez carne, o Filho de Deus enviado à Terra para ser o Salvador da humanidade. Segundo os quatro Evangelhos, Ele desenvolveu Seu ministério terrestre por 3 anos, foi julgado e condenado à morte em uma cruz, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia e subiu ao Céu 40 dias depois. Mais tarde, os discípulos dEle divulgaram Sua vida e Seus ensinos a todo o mundo conhecido no primeiro século do que conhecemos como Era Cristã.

Mas existem evidências para acreditarmos realmente nessas informações? Jesus realmente existiu? Existe fundamentação arqueológica ou histórica para os relatos que temos sobre Ele? Os Evangelhos são documentos confiáveis sobre a sua vida e ensinos? Ele realmente operou milagres e afirmou ser Deus? A ressurreição de Jesus aconteceu mesmo ou seria apenas um mito construído em torno de Jesus de Nazaré?

Se você já levantou essas questões em sua mente, então precisa conhecer o documentário acima Em Defesa de Cristo, baseado no livro homônimo publicado no Brasil pela Editora Vida. Escrito pelo ex-ateu americano Lee Strobel, a obra investiga essas perguntas difíceis que podem fortalecer ou destruir a fé cristã. Jornalista premiado e mestre em direito por Yale, Strobel rejeita as respostas simplistas e apresenta o testemunho de dezenas de especialistas para investigar as evidências da existência de Jesus.

Para assistir ao documentário Em Defesa de Cristo, basta clicar na imagem acima e você será redirecionado à página do Youtube. O vídeo tem 8 partes de 10 minutos cada, com áudio em inglês e legendas em português.


ESCRIVÃO CAMINHA RECOMENDA  
Os Evangelhos e os cristãos primitivos ensinavam que Jesus Cristo era Deus ou devia ser adorado como tal? Se você quer estudar melhor esse assunto, então visite A Divindade de Jesus. Esse blog do Portal Escrivão Caminha traz estudos bíblicos sobre a divindade do Senhor Jesus Cristo e a doutrina da Trindade, apresentando as evidências bíblicas e rebatendo as principais objeções levantadas. Os leitores também encontram indicações de diversos artigos e livros para aprofundamento, com argumentos e dados da Teologia Bíblica e da História da Igreja Cristã.


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Dueto dos Gatos

Quero compartilhar com vocês o Duetto buffo di due gatti (tradução literal: Dueto humorístico dos dois gatos; conhecido em português apenas como Dueto dos Gatos).

Trata-se de uma peça popular para dois sopranos/tenores, muitas vezes apresentada como um concerto. Embora esta peça seja geralmente atribuída ao italiano Gioachino Rossini, os estudiosos afirmam ser uma compilação escrita em 1825, com passagens retomadas de sua ópera Otello, de 1816. A autoria seria na verdade de Robert Lucas de Pearsall, que a escreveu sob o pseudônimo de G. Berthold.

Seguem abaixo três performances do Dueto dos Gatos.

A primeira, mais séria, é feita por um casal de cantores líricos, o tenor Gerard Lesne e a soprano Valerie Gabail, num seminário musical.



Gerard Lesne e Valerie Gabail – Le duo des chats



A segunda foi apresentada num concerto (em  Seul, Coreia do Sul, em 1996) pelo coral infantil Les Petits Chanteurs a la Croix de Bois. Reparem que um dos meninos não consegue manter a seriedade enquanto canta, trazendo ainda mais graciosidade à apresentação.


PCCB (Les Petits Chanteurs a la Croix de Bois) - Le duo des chats




E deixo também uma terceira, uma animação em que aparecem felinos "miando" o Dueto dos Gatos. O vídeo é muito tosco pouco apurado, mas captou bem a intenção humorística da música.  Não há indicação de quem tenha preparado a animação.



Espero que tenham gostado da peça musical assim como eu gostei!
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O significado do Natal

Gosto muito da época do Natal por nos lembrar do maravilhoso dom de Deus à humanidade. Embora as evidências históricas mostrem que o Salvador não nasceu em 25 de dezembro, temos bastantes evidências históricas de que Jesus de Nazaré viveu na Palestina do primeiro século. É fácil esquecermos disso em meio a todo o apelo comercial e social das festas natalinas, mas precisamos sempre ter em mente a real motivação por trás do 25 de dezembro. Se você ainda não sabe o que significa o Natal, então aprenda no vídeo abaixo com a turma do Charlie Brown. Durante o monólogo, Linus recita Lucas 2:8-14.

Charlie Brown - O Verdadeiro Significado do Natal


E isto deve ser motivo de gratidão por todos os filhos e flhas de Adão. Como disse o teólogo Leonardo Boff, "Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser menino". Podemos cantar o mesmo que a turma do Charlie Brown ao fim do vídeo acima: Glória ao Rei que vos nasceu!

Hinário Adventista do Sétimo Dia - Glória ao Rei que vos nasceu!


De férias, numa lan house, quero desejar a todos um feliz Natal! Pois Jesus nasceu e Se fez um de nós, o Deus Todo-Poderoso tornou-Se um indefeso bebê; renunciando ao Seu lar no Céu, Ele nos providenciou uma morada ali. "Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos." - 2 Coríntios 8:9. Que Jesus possa nascer em seu coração e fazer da sua vida um eterno Natal!

Prisma Brasil - Um de Nós

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sábado, 26 de setembro de 2009

Converse em qualquer língua no MSN

Windows Live Translator se integra ao comunicador instantâneo

A dica abaixo vem do Olhar Digital, um programa de televisão e site que o Portal Escrivão Caminha recomenda aos seus leitores.


Tem vontade de conversar com pessoas do mundo inteiro, mas a barreira do idioma impede o seu avanço? Com o MSN Translator, conversar com pessoas que falam outros idiomas tornou-se tarefa fácil. É só adicionar mtbot@hotmail.com em sua lista de contatos e seguir as instruções, digitando "TBot ?" na caixa de texto. Confira!


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O que você não sabia sobre religião

Se você conhecer uma visão equilibrada e diferente da religião em geral, e do cristianismo em particular, precisa assistir à palestra "Medo e temor", do Prof. Leandro Karnal (foto à esquerda). Historiador e professor da Unicamp, Leandro Karnal apresenta um olhar diferente e acadêmico do papel da religião, do fundamentalismo e da motivação humana em busca do sagrado.

Gostei especialmente da noção, proposta pelo palestrante, da religião como algo polissêmico: em nome de Deus se mata e se deixa viver, judeus são perseguidos e livrados no nazismo. Tanto religiosos quanto opositores da religião se esquecem que a fé, ao longo da História e na vida das pessoas, pode ser uma força tanto para o bem quanto para o mal.

Também me interessou a observação que o Prof. Leandro Karnal faz sobre o livro "Deus: um delírio", de Richard Dawkins. Embora tenha gostado do livro, Karnal não concorda com a tese de que o fim da religião seria o fim da violência e da guerra, como propõe Dawkins em sua obra. Seu argumento: os maiores genocídios da História não ocorreram na Idade Média cristã, mas nos regimes ateístas de Mao e Stalin.

Assista ao vídeo da palestra, apresentado originalmente no programa Café Filosófico da TV Cutura, no site da CPFL Cultura.
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sábado, 29 de agosto de 2009

O Evangelho Segundo U2

(ATUALIZADO em 26/12 - link do 3º vídeo)

Esta certamente foi uma das notícias mais comentadas no meio evangélico durante a semana. No domingo 29, a Igreja Metodista Unida de Pensacola, no estado americana da Flórida, usará músicas do U2 no seu culto de adoração. Trata-se do movimento U2Charist, que desde 2003 realiza cultos com músicas da banda irlandesa por diversas regiões dos Estados Unidos.

Quer você conheça ou não essa excelente banda, quer você concorde ou não com a iniciativa do U2Charist, o Portal Escrivãp Caminha posta para você 3 das músicas que serão tocadas no culto da Igreja Metodista Unida de Pensacola. "Beautiful Day", tirada do álbum "All That You Can't Leave Behind", foi a música escolhida por Geoffrey Lentz, ministro da greja, para abrir o culto.

U2 - Beautiful Day


Como facilmente se percebe na canção acima, que aborda elementos como a esperança em meio ao desespero, o arco-íris do dilúvio, a redenção do pecador e crise existencial, a relação do U2 com temas religiosos é muito presente em diversas de suas músicas. Observe a canção a seguir, "Where the streets have no name". Uma belíssima mensagem sobre a esperança cristã de uma Nova Terra, o Paraíso Eterno a ser instaurado.

U2 – Where the streets have no name


Por fim, a canção mais explicitamente religiosa do U2, "I Still Haven't Found (What I'm Looking For)". Um negro spiritual sobre a busca pelo Espírito Santo, conforme o próprio vocalista Bono Vox relembrou antes de uma apresentação. No vídeo seguinte, o encontro dos músicos com um coral gospel de Nova York.

U2 - I Still Haven't Found What I'm Looking For- com coral gospel

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sábado, 22 de agosto de 2009

Aprenda ou melhore seu inglês e espanhol

Aulas podem ser feitas assistindo a episódios dos Simpsons ou Rattatouille, por exemplo

A dica abaixo vem do Olhar Digital, um programa de televisão e site que o Portal Escrivão Caminha recomenda aos seus leitores.


Do you speak English? ¿Hablas español? Quer aprender essas línguas, e de graça? A dica desta matéria também serve para os já iniciados nos idiomas. O Olhar Digital descobriu o Yappr, um site bem bacana que te ensina as duas línguas de uma forma bem simplificada e divertida. Vale a pena se cadastrar e começar as aulinhas.


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sábado, 15 de agosto de 2009

Filhos

por Marco Aurelio Brasil

dedicado ao Dudu e ao Davi que, eu espero, nunca tenham dúvida nenhuma de que são muito amados


Estávamos num grupo bem grande de pessoas e o psicólogo que conduzia a reunião pediu que cada um dissesse qual a frase que mais caracterizava sua infância; devíamos pensar na frase que mais ouvimos ou que poderia ser apontada como o slogan designativo daquele período. Não tive grandes dificuldades para achar a minha: "eu te amo" foi a frase que marcou minha infância, pois a ouvi dos lábios da minha mãe literalmente milhares de vezes, inclusive e talvez especialmente nos dias em que não fazia muito para merecer ouvir isso.

Como eu disse, era um grupo grande de pessoas. Na verdade, um grupo muito grande, havia talvez umas oitenta pessoas. O curioso foi que a minha frase foi uma das únicas de cunho positivo em todo o grupo. As frases mais comuns eram: "você não faz nada certo, mesmo", "1, 2, 3!", "você quer apanhar?" ou "quantas vezes eu vou ter que te dizer...?" Aquela reunião mexeu com muita gente; houve choro convulsivo e de uma forma ou outra todo mundo se sentiu um pouco mexido por dentro.

O que acontece com uma pessoa que não teve na infância a segurança de ser amada? Suspeito que não saibamos com exatidão e que o estrago seja maior do que podemos determinar. O ser humano é profundamente carente de um pai que lhe dê essa certeza, a certeza de ser aceito, de ser apreciado, a certeza de que sua companhia é agradável a ele. Precisamos sobretudo de sentir que nosso pai confia na gente.

Não fosse assim uma das promessas mais lindas feitas por Jesus não seria "não vos deixarei órfãos" (João 14:18), porque essa ausência do pai é muito cruel. Note que é justamente a validação do Pai o que Jesus recebe em Seu batismo – Ele ouve Deus dizer "este é meu filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3:17). Quantas vezes você ouviu isso?

Se poucas ou nenhuma, saiba que o estrago não é irremediável. Paulo dirige-se a Timóteo como "meu filho amado" (I Coríntios 4:17 e II Timóteo 1:2), o que John Eldredge comenta com a seguinte observação: "e você pode imaginar que isso significou muito para aquele jovem aprendiz". Mas se você não tem um Paulo, capaz de lhe falar essas palavras de validação hoje, ainda resta uma saída: "e lhes serei Pai, e vocês me serão filhos", está escrito em II Coríntios 6:18.

Conexão Vocal - Órfãos de Deus


Deus está disposto a ser o pai que não tivemos. Ele sabe que às vezes um mau filho precisa que Ele saia correndo, o abrace e beije, seja vestido com sua capa e use seu anel e que um novilho seja morto para celebrar sua volta, tudo isso na frente das outras pessoas. O reconhecimento do Pai preenche os espaços vazios desse tipo de orfandade causada pelo silêncio ou pela rejeição dos pais terrenos.

O instrumento para isso é Jesus Cristo, enviado "para resgatar os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos... Portanto já não és mais escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus" (Gálatas 4:5 e 7).

Esta mensagem não está aqui escrita à toa. Deus está querendo dizer a você: "esse é meu filho amado. Eu adoro ele. Eu amo passar tempo com ele. Eu sinto a falta dele".

Feliz sábado, filhos amados do Pai.
14/08/09


*Marco Aurelio Brasil
é advogado e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Unasp Campus 1, em São Paulo/Capital.
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sábado, 20 de junho de 2009

Grandes declarações de amor pra você

O SENHOR é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniqüidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem; e como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o SENHOR tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.

Salmo 103:8-14, Nova Versão Internacional (NVI)

Sião, porém, disse: "O SENHOR me abandonou, o Senhor me desamparou". "Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você! Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; seus muros estão sempre diante de mim."

Isaías 49:14-16, NVI

De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.

Jeremias 31:3, Almeida Revista e Atualizada (ARA)

O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.

Sofonias 3:17, ARA

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

Mateus 7:7-11, ARA

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3:16, ARA


A Carta de Amor do Pai (Português)


Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.

João 15:13-16, ARA

Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa. Embora eu tenha falado por meio de figuras, vem a hora em que não usarei mais esse tipo de linguagem, mas lhes falarei abertamente a respeito de meu Pai. Nesse dia, vocês pedirão em meu nome. Não digo que pedirei ao Pai em favor de vocês, pois o próprio Pai os ama, porquanto vocês me amaram e creram que eu vim de Deus.

João 16:24-27, NVI

E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

Romanos 5:5-8, NVI

Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 8:31-39, NVI

Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.

1 João 3:1, ARA

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

1 João 4:7-10, ARA

Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

1 João 4:15-19, ARA

Iveline - Leve (música sem imagens)

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

O lado duro da graça

por Marco Aurelio Brasil*

Acho que hoje entendi mais amplamente o que Jesus quis dizer ao referir que não veio trazer paz, mas espada (Mateus 10:34). É que até um fato que por si mesmo é mais do que bom pode ser uma má notícia para algumas pessoas.

Considere a mensagem da graça, por exemplo. Você sabe, "pela graça somos salvos e isso não vem de nós, é dom de Deus" (Efésios 2:5, 8, levemente parafraseado) . Para metade da população deste planeta esta é uma mensagem espetacular, é a única saída, é a válvula de escape, a tábua de salvação. Para essa metade da humanidade, ouvir que ela não precisa fazer nada para ser salva, que só lhe compete crer para que todo seu histórico de pecados seja coberto pela justiça de Cristo é tudo o que ela precisava ouvir e é tudo que ela não imaginava ser possível chegar a ouvir...

Mas há a outra metade.

Ezequiel 33:13 fala dela: "quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, nenhuma das suas obras de justiça será lembrada; mas na sua iniquidade, que praticou, nessa morrerá". Deus nos garante que o justo viverá, o justo não morrerá. O que essa outra metade da humanidade faz é passar a confiar em sua própria justiça. Deus diz que quando isso acontece, essa justiça não vai ser "lembrada". Ela não vai subir na balança.

O Medidor de Bondade (The Good-O-Meter)


Veja, então, que até a mensagem da graça pode ser indigesta para o homem. Ela diz que todas aquelas coisas das quais você se orgulha no seu íntimo não são dignas de mover uma palha em seu favor quando a questão é seu destino eterno. Não importa se você é um marido ou esposa carinhoso; se você, diferentemente dos outros, dedica tempo a ajudar alguém; nada importa se você paga todos os seus impostos; não importa se você é voluntário numa ONG que cuida de crianças carentes, se você tem consciência ecológica, se você perdoa os que lhe ofendem, se você não deixa o preconceito criar raízes em seu coração, não importa nenhuma das coisas que dão a você uma aparência de mais justiça que alguns outros ou que todos os demais. A mensagem da graça diz que isso tudo pode ser esquecido se tão somente você se apegar a isso em lugar de se apegar à mão estendida de quem morreu por você.

A graça é dura e por isso rejeitada por milhões de cristãos hoje mesmo, porque eles precisam fazer alguma coisa para sentirem que merecem ou que fazem jus à salvação, mas com isso eles estão diminuindo o tamanho do real precipício que o pecado cavou entre eles e Deus.

Jesus Cristo trouxe uma espada e separou a humanidade em duas partes (não necessariamente do mesmo tamanho; aliás, certamente uma delas é bem menor que a outra). Você hoje pode escolher estar do lado daquela que "certamente viverá". Basta, para tanto, reconhecer sua indignidade para estar lá. O resto Ele faz.

Feliz sábado, @migos!
19/06/09


*Marco Aurelio Brasil
é advogado e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Unasp Campus 1, em São Paulo/Capital.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aceitos, amados, queridos e acariciados nos braços de Deus

por Walter Dos Santos*

Uma das maravilhas do Orkut é poder ser avisado do aniversário dos seus amigos e conhecidos. Devido a um defeito de nascença — o cromossomo Y —, eu e todos os homens temos dificuldade de guardar e lembrar datas importantes, o que nos faz precisar de recursos como esse. Para ser ainda mais útil, creio que Orkut deveria lembrar também dos aniversários de primeiro encontro, namoro e casamento...

Pois bem, um de meus contatos nesse site de relacionamentos fez aniversário e, é claro, recebeu várias mensagens de parabéns e votos de felicidades. Ao agradecer as pessoas, contudo, ele lamentou que muitos amigos simplesmente surgiram do nada e que ele não havia feito nada digno no ano anterior para merecer aqueles votos. Sozinho em casa, tendo de estudar para uma prova da faculdade no dia seguinte, tudo o que ele tinha eram as mensagens do Orkut.

Por um lado, entendo o que ele enfrentava. Já passei por isso: havia chegado o meu aniversário e, com ele, os scraps no Orkut. Eu estava nos meus primeiros meses em São Paulo, trabalhando num domingo, longe da família, sem amigos por perto. Tudo o que eu tinha eram os scraps, mas vi nos meus o contrário do que o que meu colega viu nos dele. Eu percebi que pessoas se importavam comigo, que se davam ao trabalho de gastar parte do seu tempo para me desejar parabéns. Algumas eu não conhecia muito bem, mas de alguma maneira eu fiz algo bom ou fui alguém especial na vida delas. Ao ponto de elas me dedicarem parte de seu tempo e demonstrarem seu carinho por mim. Os scraps delas me lembravam disto: do valor da amizade e dos relacionamentos, da importância de imprimir uma marca especial nas pessoas ao nosso redor.

Por outro lado, percebo que também estou no grupo de pessoas medíocres e inúteis, tais quais meu colega apontou. Graças a Deus, beiro os 30 anos certo de que alcancei oportunidades e experiências muito boas em minha vida. Mesmo assim, porém, sou uma das pessoas comuns e ordinárias que nada fazem ou fizeram de especial, pelo menos não ao ponto de serem felicitadas e lembradas pelo mundo. Não estou fazendo apologia da medianidade, nem me referindo a participar de um reality show ou ser a celebridade do momento. Estou pensando em nomes como o neurocirurgião Ben Carson, o missionário na Índia Willian Carrey, o líder Martin Luther King Jr., o pregador Charles Spurgeon e outros grandes homens de Deus que impactaram o mundo ao seu redor.

Estou muito longe deles, e sou nada mais que um medíocre comparado a eles. E não só no aspecto profissional. Eu tenho meus defeitos, pecados e vícios. Há muita coisa em mim que ainda precisa ser melhorada e transformada. Acredite, faço minhas as palavras de Paulo: "Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, do quais eu sou o principal" (1 Timóteo 1:15). Mas a boa notícia é que a graça de Deus alcança pessoas ordinárias e comuns, como bem escreveu o pastor Ricardo Barbosa de Souza em texto neste portal. Não há razão para Ele nos amar, mas ainda assim Ele estende Seus braços sobre nós com bênção e proteção em nosso dia a dia. Deus me ama, mesmo sendo eu medíocre e inútil! No alto de meus 29 anos, sei que não preciso esperar fazer grandes realizações para ser feliz. Preciso apenas das grandes realizações de Quem realmente importa. Porque sei muito bem em Quem tenho crido e sei que sou aceito no Amado de Deus.

Wagner Pereira (Dida) & Riane Junqueira - Não há Razão


Ao pensar nisso, lembro de um sábado memorável este ano, em minha igreja local, a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Moema, em São Paulo/Capital. O sermão do Culto de Adoração naquela manhã foi muito inspirador para mim e, creio também, para toda a congregação. Usando a genealogia de Jesus em Mateus 1, o pastor de jovens pregou sobre como a misericórdia brota dos ramos da árvore familiar de Jesus. Se você quiser desfrutar dessa mensagem, visite o site da TV Moema, clique em SERMÕES e procure o vídeo "Misericórdia de Deus", do Pr. Alberto Nery.

O pregador mencionou vários antepassados da família de Cristo alcançados pela graça. Tamar, a mulher que, tendo passado duas vezes pela dor da viuvez, engana o sogro e engravida dele numa medida desesperada para superar a rejeição da família (Gênesis 38). Raabe, a prostituta pagã que, num ato de fé, abriga os espias inimigos e invoca misericórdia para ela e sua casa (Josué 2 e 3). Rute, avó do mais querido rei de Israel, outrora estrangeira condenada pelas lei do Pentateuco a jamais entrar na assembléia do Senhor (Rute). Davi, o homem que cometeu adultério e assassinato premeditado, mas se arrependeu e foi totalmente perdoado (2 Samuel 11 e 12; Salmo 51 e 32).

Manassés, o rei que se envolveu na idolatria e paganismo ao ponto de sacrificar os próprios filhos em rituais de prostituição cultual, mas recebu segunda chance e foi inteiramente aceito e transformado por Deus (2 Crônicas 33:1-20). Maria, a adolescente interiorana que decidiu submeter-se ao plano de Deus, a despeito da infâmia, do preconceito e da vergonha envolvidos na gestação sobrenatural de Jesus (Mateus 1:18-25 e Lucas 1:26-56). Homens e mulheres comuns e ordinários, dos quais não teríamos orgulho de apontar como nossos antepassados ou mesmo de mencionar seus erros. Homens e mulheres comuns e ordinários, nos quais reconhecemos a operação de um Deus que é infinita misericórdia, poderoso para salvar, restaurar vidas e preencher o coração de todos os que a Ele Se achegam por meio de Jesus.

Esta é a graça de nosso Deus, para mim e para você. A mesma misericórdia que foi estendida à família de Jesus no passado é estendida a nós hoje. Quando somos adotados na família de Deus, segundo Romanos 8:15-17, podemos chamar o Deus Soberano e Santo carinhosamente de Aba, a palavra usada na boca das crianças da Palestina do primeiro século para dizer "Paizinho"! O texto prossegue: mais do que filhos, somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.

O que isto significa? Se podemos chamar a Deus carinhosamente de Aba, ou Paizinho, devemos ir a Deus não com medo, mas com a confiança de uma criancinha ao colo do nosso Pai. Se somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, Deus nos trata não como merecem os nossos erros e mediocridade, mas como merece o perfeito e honorável Jesus de Nazaré. Temos a garantia de que o Pai Celeste está a nosso favor e, como diz Romanos 8:31, "se Deus é por nós, quem será contra nós?" Isto já seria por si só ótimas notícias, mas a Bíblia acrescenta que Jesus não Se envergonha de nos chamar de irmãos dEle(Hebreus 2:11)!

Os que aceitam a Cristo como Salvador pessoal, podemos ter a convicção na mente e a segurança no coração de que Deus existe, cuida de nós e é nosso Amigo, Pai e Confortador. "De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3). Se cremos no Jesus que sofreu na cruz por nós e depositamos nossa confiança nEle, podemos descansar na certeza de que somos aceitos, amados, queridos, acariciados nos braços do nosso Deus. Você tem esta certeza em sua vida?

*Walter Dos Santos é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.
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