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terça-feira, 11 de julho de 2017

Os adventistas e o Arcanjo Miguel - 3 (resposta a objeções)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.
Erro comum: A Igreja Adventista está errada ao dizer confundir Jesus com o Arcanjo Miguel, algo estranho pois os anjos não podem ser adorados e não há qualquer evidência bíblica para essa posição tão estranha.

Objeção 1 -  Daniel 10:13 nega que Jesus seja Miguel?

Quanto a Daniel 10:13, apenas nesse lugar em toda a Bíblia é dito de Miguel como "um dos primeiros príncipes". Já Daniel 10:21 fala de "Miguel, vosso príncipe" e Daniel 12:1 de "Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo". Em todo o restante das Escrituras, quando não aplicado a seres humanos, o título “príncipe” é usado exclusivamente para Cristo (Js 5:14 e 15; Is 9:6; Dn 8:11 e 25; 9:25; At 5:31) ou para Satanás (Jo 12:31; 14:30; 16:11; Ef 2:12), mas nunca para qualquer outro ser não humano.

Em Josué 5:14 e 15, o Anjo do Senhor Se apresentou a Josué como o “príncipe do exército do Senhor”, aceitando adoração, o que seria uma blasfêmia se esse príncipe fosse apenas um anjo (ver Mt 4:10; Ap 22:8 e 9), e ordenando que Josué tirasse as suas sandálias porque o lugar se tornara santo (ver Êx 3:4-6; At 7:30-33). No próprio livro de Daniel, Cristo é chamado também de “príncipe do exército” (Dn 8:11) e “Princípe dos Princípes” (Dn 8:25).

Miguel é apresentado em Judas 9 como o “arcanjo” – a única passagem que liga Miguel e arcanjo na mesma frase. Nessa passagem, Miguel disputa “a respeito do corpo de Moisés” (Dt 34:5 e 6), enfrentando o diabo com as palavras: “O Senhor te repreenda!” Essa alusão identifica Miguel como o “Anjo do Senhor” que, na contenda sobre o “sumo sacerdote Josué”, disse igualmente ao diabo: “O Senhor te repreenda, ó Satanás” (Zc 3:1 e 2). É interessante notarmos que, tanto em Zacarias 3 como em Gn 22:11-18; Jz 6:11-24; 13:2-22 e At 7:30-33 e 38, o Anjo do Senhor é identificado como sendo o próprio Deus!

Em 1 Tessalonicenses 4:16 relaciona-se a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (Jo 5:28, 29). Essa é outra evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Salvador.

Objeção 2 - Ao identificar Jesus com o Arcanjo Miguel, os adventistas não se igualam às testemunhas de Jeová?

A semelhança começa e termina entre os dois grupos quando afirmam que o Arcanjo Miguel é Jesus. Mas as diferenças são gritantes.

Posição das testemunhas de Jeová: "A CRIATURA espiritual chamada Miguel (...) não é outro senão o próprio Jesus Cristo no seu papel celestial." {os grifos são do original}

Posição dos adventistas: "O nome Miguel significa: 'Quem é semelhante a Deus?'. É um desafio a Satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. (...) Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa 'semelhante a Deus', no original e para a cultura hebraica, entendemos que 'semelhante' significa 'igual' (ver João 5:18; 19:7). Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle."

Objeção 3 - Além de João calvino e os adventistas, quem mais sustenta que Miguel seja Jesus no mundo protestante?

  • Matthew Henry (puritano inglês, 1662-1714) escreveu:

Sobre Daniel 10:
"Acho que o arcanjo Miguel não é outro senão o próprio Cristo, o anjo da aliança, e do Senhor dos anjos, a quem Daniel teve uma visão, ver. 5. Ele veio para me ajudar, ver verso 13, e não há nenhum, mas que ele se esforce comigo nestas coisas, ver. 21. Cristo é o príncipe da Igreja, os anjos não são.

Sobre Daniel 12
"Jesus Cristo deve aparecer como patrono de sua igreja e protetor." Naquele tempo, "quando houver tempo de angústia tal qual nunca houve", Miguel Se levantará, ver 1. O anjo havia dito a Daniel que o ágil amigo Miguel dirigiu-se em favor da igreja, ver 10:21.

"O anjo havia dito a Daniel que Miguel foi um rápido amigo para a igreja, cap. 10. 21. Ele mostrou que, o tempo todo no mundo superior, os anjos sabiam disso, mas agora 'Miguel se levantará" em sua providência, em trabalho de livramento para os judeus, quando ele vê que seu poder é manifesto", Deut. 32:36. Cristo é o "grande príncipe", por ser o 'príncipe dos reis da terra", Apocalipse 1:5."

Sobre Apocalipse 12:7
""Miguel e seus anjos" de um lado, e 'o dragão e seus anjos" no outro. Cristo, o grande anjo do pacto, e seus fiéis seguidores e Satanás e todos os seus instrumentos. O partido de Satanás seria muito superior em número e força em relação ao outro, mas a força da Igreja está em ter o Senhor Jesus como o capitão de sua salvação."
  • Adam Clarke (metodista britânico, 1762–1832) afirma:

Sobre Judas 9
"Deste personagem muitas coisas são faladas nos escritos judaicos." Rabi Judá Hakkodesh diz: Sempre disse que Michael está a aparecer, a glória da Divina Majestade está sempre a ser compreendido. " Shemoth Rabba, cap. II., Fol. 104, 3. Então, parece que eles consideravam Michael em algum tipo como fazemos com o Messias manifestado na carne. (...) Pela palavra Miguel ("Quem é como Deus?") dada a esta personagem no Apocalipse, muitos entenderam o Senhor Jesus." -

Sobre Apocalipse 12:7
"Miguel era o Filho do Homem que a mulher deu à luz."







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Os adventistas e o Arcanjo Miguel - 2 (ensino da Bíblia)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista está errada ao dizer confundir Jesus com o Arcanjo Miguel, algo estranho pois os anjos não podem ser adorados e não há qualquer evidência bíblica para essa posição tão estranha.

Quem é o Arcanjo Miguel relatado na Bíblia?

1 – O que dizem as diversas religiões?

  • PROTESTANTES  - Os protestantes rejeitam a visão de Miguel como o único arcanjo, mas não identificam os demais da sua categoria. Um hino popular no meio protestante é "Ao coro dos arcanjos eu uno meu louvor, / E adoro humildemente o grande Criador."
  • CATÓLICOS - A teologia católica divide os anjos em nove ordens hierárquicas: anjos, serafins, querubins, tronos, dominações, principados, poderes, virtudes e arcanjos, a saber Miguel, Gabriel e Rafael (mencionado no Livro de Tobias).
  • ORTODOXOS - A teologia ortodoxa oriental menciona "milhares de arcanjos", mas apenas sete são venerados pelo nome: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Sealtiel, Jegudiel, Baraquiel e Jeremiel.
  • JUDEUS - A Cabala e os livros apócrifos (Livro de Enoque, Vida de Adão e Eva e Apocalipse de Baruque) falam de Miguel como um de pelo menos 11 arcanjos: Miguel, Rafael, Gabriel, os 3 principais; mais Uriel, Sariel, Raguel e Remiel (ou Ramiel), Zadequiel, Jofiel, Haniel e Chamuel.
  • MUÇULMANOS - O Alcorão diz que Miguel é um dos 4 arcanjos: Miguel, Gabriel, Israfil e Azrael.

2 – O que diz a Palavra de Deus?
A – Quantos arcanjos existem?

A Palavra de Deus fala no plural de:

- anjoS (Gn 3:22-24, Ex 25:17-22; Ez 10 etc.)
- serafinS (Is 6:1-3, único caso)
- principados e potestades (Ef 6:11-12, Cl 1:15-16, Rm 8:38-39, únicos casos)

Antes de prosseguirmos, os críticos estão certos em um ponto: é preciso lembrar que as Escrituras proíbem a adoração aos anjos em Apocalipse 22:8-9. Como criaturas que são, os anjos estão subordinados a Jesus (1Pe 3:22) e o próprio Pai ordena aos anjos que adorem ao Filho de Deus (Hb 1:5-6). Jesus não apenas é superior aos anjos, mas também tem um nome superior ao deles (Hb 1:3-4).

Continuando, embora as Escrituras falem dos anjos e suas ordens no PLURAL, elas falam de ARCANJO apenas duas vezes, e apenas no SINGULAR:

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;"
– 1 Tessalonicenses 4:16, ARA

"Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!"
– Judas 1:9, ARA

Portanto, há apenas UM ARCANJO apresentado na Bíblia. Não há nenhum outro arcanjo mencionado em toda a Bíblia. Como também não há nenhum outro Leão de Judá, Cordeiro de Deus, Estrela da Manhã etc. na Bíblia. Usar títulos e figuras para Jesus não tira o fato de Ele ser uma pessoa.

Judas 1:9 é interessante por identificar o ÚNICO ARCANJO pelo nome de MIGUEL. Este nome aparece apenas em 5 passagens das Escrituras: Daniel 10:13, Daniel 10:21, Daniel 12:1, Judas 1:9, Apocalipse 12:7.

B – O que significam os nomes Arcanjo e Miguel?
O nome MIGUEL vem do hebraico Micha'el or Mîkhā'ēl (מִיכָאֵל‎) e significa: “Quem é semelhante a Deus?” É um ataque direto a Satanás – o anjo querubim que, desde o princípio, rebelou-se contra o Criador desejando ser superior ao Deus que o criou (Is 14:12-14; Ez 28:14-17).

O nome ARCANJO vem do grego arkangélos (αρχάγγελος), uma combinação do prefixo ARCHÉ (significando "chefe ou governante" ou "principal ou superior") e do nome ANGÉLOS (traduzido do hebraico "mallach" e que quer dizer "mensageiro"). Portanto, ARCANJO pode significar tanto "anjo principal" quanto "chefe dos anjos". O prefixo ARCH é o mesmo usado em palavras como arcebispo, arcediago (diácono-chefe), arquiduque e arquiabade, dando a ideia de "superioridade, primazia ou proeminência".

João Calvino identifica o Miguel das passagens de Daniel como sendo o próprio Jesus Cristo, sem que isso implique rebaixar Jesus a um mero anjo criado. Centenas de anos antes de Ellen White e os adventistas fazerem a mesma coisa.

E ainda que alguém não acredite na identidade de Jesus como o Arcanjo Miguel, não pode deixar de lado a misteriosa figura do Anjo de Jeová - que aparece a Abraão, a Jacó, a Moisés, Josué e aos pais de Sansão. Ele se apresenta em nome do próprio Deus e recebe adoração. O Anjo de Jeová, para muitos uma manifestação do Jesus pré-encarnado:

1) se apresenta como o próprio Jeová,
2) carrega Seu nome (Ex 23:20-21) e
3) recebe adoração - Gn 16:7-13; 22:11-12; 31:11-13; 48:15-16; Ex 3:2-6; Jz 6:12-16,21-23; Zc 3:1-2.

Veja os textos neste link.

C ­– O que o Arcanjo Miguel estava fazendo em Judas 1:9?
Nessa passagem, há uma disputa pelo cadáver de Moisés, que foi sepultado em local desconhecido (Ex 34:4-7). Por que Satanás disputaria um corpo morto?

Satanás estava disputando com Miguel Arcanjo, em Judas 9, seu direito e poder sobre o corpo do patriarca. A Bíblia diz que uma das razões da vinda de Jesus era para que "por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo" (Hebreus 2:14, ARA).

As Escrituras também ensinam que os mortos estão inconscientes, nada sabem, nada fazem e não louvam a Deus - Ec 3:19-20; Sl 104:27-29; 146:3-4; Jó 7:9-10; 14:20-21. Mas também registra que Moisés estava VIVO no Monte da Transfiguração lado a lado com Jesus, Elias e 3 apóstolos (Mt 17:1-3).

A partir dessas passagens, é correto afirmar que Moisés foi o primeiro homem a ressuscitar dentre os mortos.

Assim também entenderam Faussett (anglicano) e Jamieson e Brown (presbiterianos), que defendem a ressurreição de Moisés. Os autores desse comentário bíblico famoso (e altamente recomendado por Charles Spurgeon) assim explicam Judas 1:9:

"sobre o corpo de Moisés - o corpo literal. Satanás, como tendo o poder da morte, contrário à ressurreição, em razão do pecado de Moisés em Meribá, e seu assassinato do egípcio. Que Moisés corpo foi gerado, aparece em sua presença com Elias e Jesus (que estavam no corpo) na Transfiguração: a amostra e penhor do reino que vem a ressurreição, a ser introduzido por Michael em pé para o povo de Deus. Assim, em cada dispensação uma amostra e garantia da ressurreição futura foi dado: Enoch na dispensação patriarcal, Moisés no Levítico, Elias no profético."

Fonte: "Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible", de Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, publicado em 1871. – http://www.biblestudytools.com/commentaries/jamieson-fausset-brown/jude/jude-1.html

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Qual é o objetivo do jejum religioso?

por Ángel Manuel Rodríguez
traduzido por Walter Mendes*


Qual é o objetivo do jejum religioso? Para algumas pessoas que eu conheço, ele parece quase um ritual que nos traz méritos diante de Deus.

Sua pergunta trata de uma prática religiosa que parece não ser tão comum na igreja e na vida do membro individual quanto costumava ser. Vamos dar uma olhada nas passagens e narrativas da Bíblia em que essa prática é mencionada.

1. Prática e tipos de Jejum


O jejum não significa necessariamente abstenção total de comida e bebida. Em alguns casos, houve abstenção total por um período prolongado de tempo; mas nesses casos o próprio Deus parece ter sustentado a pessoa (Êxodo 34:28; cf. Mateus 4:2). Alguns jejuaram por curtos períodos de tempo sem comer e beber (Ester 4:16; Atos 9:9). Mas tudo indica que um jejum normal permitia o consumo de água a fim de evitar o risco de desidratação (Levítico 23:14), especialmente num clima quente, além da abstenção de comida apenas durante as horas claras do dia (2 Samuel 1:12; 3:35) – algo parecido com o moderno jejum muçulmano durante o Ramadã. Tudo indica também que jejuar durante a noite era algo pouco comum (Ester 4:16). A Bíblia também menciona jejuns parciais, que consistiam no consumo de quantidades limitadas de comida mais simples (Daniel 10:2,3).

A duração do jejum variava. Lemos sobre jejuns de 40 dias (Deuteronômio 9:9), sete dias (1 Samuel 31:13), três dias (Ester 4:16), um dia (2 Sm. 3:35) e, ao que tudo indica, um jejum de apenas uma noite (Daniel 6:18). Havia jejuns comunitários: Deus ordenou aos israelitas que jejuassem durante o Dia da Expiação (Levítico 16:29); em algumas ocasiões, os líderes pediam ao povo para jejuar (Juízes 20:26; 2 Crônicas 20: 3); ou os profetas convocavam um jejum (Joel 2:12,13). Mas o jejum privado era uma prática mais comum.

2. Conceitos associados ao jejum


O jejum está intimamente relacionado a orações de cura e libertação (Salmo 35:13) e à adoração (Atos 13: 2). Mas também é praticado no contexto de uma calamidade presente ou futura (Ester 4: 1-4), de luto (2 Samuel 1:12), na escolha de líderes da igreja (Atos 13: 2,3), como um sinal de arrependimento (Jonas 3: 5) e como uma expressão de devoção a Deus (Lucas 2:37). Jesus condenou a ostentação no jejum, que buscasse impressionar os outros com a própria espiritualidade. Ele incentivou o jejum privado (Mateus 6:16-18).

3. Significado básico do jejum


É difícil encontrar um objetivo fundamental para o jejum presente em todas as suas formas, mas um chega bem próximo do ideal. Tudo indica que o jejum é a expressão externa do total comprometimento e dependência interna da pessoa no poder de Deus de preservar e resgatar. As Escrituras descrevem o ser humano como uma unidade individual de vida autoconsciente inseparável do corpo. Os sentimentos e emoções não são meras experiências internas que temos à parte do corpo; eles estão intrinsecamente relacionados com nossa corporalidade e se expressam através de nosso corpo. Não existe maneira alguma de expressar sentimentos, emoções e religiosidade a não ser por meio de nossa existência corporal.

Deus deve ter informado a Adão e Eva que eles teriam de cooperar com Ele na preservação de suas vidas por meio da ingestão de alimentos (Gênesis 1:29). A falta de vontade de comer, ou de comer alimentos apropriados, indicaria falta de vontade de submeter-se a Seu plano para eles (Gênesis 2:9). Tal atitude seria a expressão física/corporal de um espírito de rebelião. Consequentemente, o jejum indicaria uma falta de vontade de cooperar com Deus na preservação de nossa vida.

Contudo, a Bíblia indica o jejum como uma expressão legítima de devoção e compromisso com Deus. Nesse caso, a privação de alimentos não é uma forma de rebelião, mas um reconhecimento de que a vida pode ser, no fim das contas, preservada apenas por nosso Criador e Redentor. Ao jejuar, entregamos nossa vida totalmente aos cuidados e misericórdia de Deus. Isso expressa um compromisso total e absoluto, uma entrega amorosa e confiante de nossa vida a Deus como o único que pode nos resgatar da opressão do pecado.

Finalmente, ao jejuar nos identificamos com os necessitados e oprimidos e permitimos que Deus nos use para enriquecer a vida deles (Isaías 58:6-7).

Um ritual que nos traz méritos diante de Deus? Não há nada de meritório em entregar-se a Ele. O jejum é, na verdade, um reconhecimento da nossa dependência de Deus.

________
*Traduzido do texto original "What is the purpose of religious fasting?", de Ángel Manuel Rodríguez.

Direitos reservados ao Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.

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domingo, 21 de junho de 2015

Motivos para Agradecer


É a promessa de Deus para Seus filhos!


“Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.”
– Deuteronômio 8:17-19, ARA*

“Bendito seja o Senhor, pois ouviu as minhas súplicas. O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças.”
– Salmo 28:6-7, NVI*

“Quem me oferece sua gratidão como sacrifício, honra-me, e eu [o Senhor] mostrarei a salvação de Deus ao que anda nos meus caminhos.”
– Salmo 50:23, NVI

“Venham! Cantemos ao Senhor com alegria! Aclamemos a Rocha da nossa salvação. Vamos à presença dele com ações de graças; vamos aclamá-lo com cânticos de louvor. Pois o Senhor é o grande Deus, o grande Rei acima de todos os deuses.”
– Salmo 95:1-3, NVI

“Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.”
– Salmo 100, ARA

“Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.”
– Salmo 103:1-5, ARA

“Aleluia! Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre. Quem poderá descrever os feitos poderosos do Senhor, ou declarar todo o louvor que lhe é devido?”
– Salmo 106:1-2, NVI

“Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR. Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo."
– Salmo 116:12-14, ARA

“Orarás naquele dia: Graças te dou, ó SENHOR, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolas. Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o SENHOR Deus é a minha força e o meu cântico; ele se tornou a minha salvação. Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação. Direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos, relembrai que é excelso o seu nome. Cantai louvores ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra. Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.”
– Isaías 12, ARA

“Portanto eu [Jesus] lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: Que vamos comer? ou Que vamos beber? ou Que vamos vestir? Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.”
– Mateus 6:25-34, NVI

“Sempre dou graças a meu Deus por vocês, por causa da graça que lhes foi dada por ele em Cristo Jesus. Pois nele vocês foram enriquecidos em tudo, isto é, em toda palavra e em todo conhecimento, porque o testemunho de Cristo foi confirmado entre vocês, de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês esperam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado.”
– 1 Coríntios 1:4-7, NVI

“Como está escrito: ‘Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados; a sua justiça dura para sempre’ [Salmo 112:9]. Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.”
– 2 Coríntios 9:9-11, NVI

“Por essa razão, desde que ouvi falar da fé que vocês têm no Senhor Jesus e do amor que demonstram para com todos os santos, não deixo de dar graças por vocês, mencionando-os em minhas orações. Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força.”
– Efésios 1:15-19, NVI

“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!”
– Efésios 3:20-21, NVI

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.”
– Efésios 5:18-21, ARA

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”
– Filipenses 4:6-7, ARA

“Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.”
– Colossenses 3:15-17, NVI

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”
– 1 Tessalonicenses 5:18-19, ARA
________________
Versões bíblicas

*As passagens com a sigla ARA foram extraídas da Bíblia Almeida Revista e Atualizada; os versos indicados pela sigla NVI, da Bíblia Nova Versão Internacional.

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Argumentos equivocados no debate sobre ordenação de mulheres

por Pr. Matheus Cardoso


O Instituto de Pesquisa Bíblica da Igreja Adventista do Sétimo Dia preparou alguns materiais neutros apontando vários argumentos ilegítimos usados a favor e contra a ordenação de pastoras. {Um tema que será levado a debate e voto na 60º Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, em San Antônio (no Texas, EUA), de 2 a 11 de julho de 2015.} Confira se você já não ouviu algum:

Argumentos equivocados CONTRA a ordenação


"A ordenação de mulheres [ou de pastoras; também ao longo de todo o texto] é inaceitável porque seus defensores usam formas de teologia liberal e abordagens críticas à Bíblia."
"A ordenação de mulheres é inaceitável porque estaria ligada ao apoio do estilo de vida homossexual."
"A ordenação de mulheres é inaceitável por causa da agenda feminista militante e do domínio das mulheres."
"A ordenação de mulheres é inaceitável porque, apesar de discutir o assunto por mais de 40 anos, a igreja nunca a aceitou oficialmente."
"A ordenação de mulheres é inaceitável porque se opõe à compreensão tradicional do papel e das funções das mulheres. Ela milita contra as relações familiares que são descritas [na Bíblia] em termos de submissão."
"A ordenação de mulheres é inaceitável por razões práticas. Novidades criam ansiedade e desestabilizam a situação."

Argumentos equivocados A FAVOR da ordenação


"A ordenação de mulheres é necessária por causa de um consenso cultural e da sociedade."
"A ordenação de mulheres é necessária porque, já que outras igrejas decidiram ordenar pastoras, os adventistas não devem ser os últimos a fazê-lo."
"A ordenação de mulheres é necessária porque os primeiros adventistas possivelmente apoiavam as mulheres no ministério e talvez tenham ordenado algumas mulheres."
"A ordenação de mulheres é necessária porque é antiético não ordenar mulheres."
"A ordenação de mulheres é necessária porque mudanças acontecem regularmente e essa é inevitável."
"A ordenação de mulheres é necessária por razões práticas."


"Em áreas nas quais a Bíblia não contém mandamentos explícitos, os adventistas NÃO aderem a nenhuma das seguintes abordagens: (1) o que as Escrituras não proíbem é permitido [...] e (2) o que as Escrituras não permitem é proibido."

"Parece que, depois que a Comissão de Estudo sobre a Teologia da Ordenação concluiu seus trabalhos, o debate alcançou um novo nível, que, em nossa opinião, é prejudicial à igreja. [...] Temos a impressão de que a discussão não mais é bíblico-teológica, mas que indivíduos e grupos estão criticando e condenando fortemente uns aos outros. Em teologia [assim como em filosofia], nos referimos a isso como argumentos ad hominem [o que é uma falácia, isto é, um argumento ilegítimo]. [...]

"O debate sobre ordenação não tem nada a ver com os ensinos bíblicos mais fundamentais. Esse tema não pertence ao núcleo das crenças adventistas. Portanto, é ainda mais preocupante [...] ver pessoas envolvidas no debate repelindo, ofendendo e condenando um ao outro porque estão em lados diferentes do debate sobre ordenação."

Leia os artigos completos:


"Some Wrong and Right Reasons in the Women’s Ordination Debate", de 
Ekkehardt Mueller.

"The Biblical Research Institute and the Issue of Women’s Ordination to the Pastoral Ministry"
de Ekkehardt Mueller.



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10 Grandes razões contra a ordenação de homens ao pastorado*

Ben Witherington, autor do blog que 
publicou este texto originalmente.
por Ben Witherington
traduzido por Walter Mendes**

(Uma salva de palmas a Jason Jackson*** por isso).

10. Lugar de homem é no quartel.

9. No caso de homens com filhos, seus deveres podem desviá-los das responsabilidades de pai.

8. A constituição física mostra que os homens estão mais adequados a tarefas como cortar cana e caçar onças no meio do mato. Não seria "natural" para eles realizar outras formas de trabalho.

7. O homem foi criado antes da mulher. É óbvio, portanto, que o homem era uma versão preliminar de teste. Dessa maneira, eles são um mero ensaio, não o "gran finale" da criação.

6. Os homens são emocionais demais para serem sacerdotes ou pastores. Pode-se comprovar isso facilmente vendo o comportamento deles num jogo de futebol e assistindo a corridas de Fórmula 1 ou lutas de MMA.

5. Alguns homens são bonitos. Eles vão tirar a atenção das mulheres no momento de adoração.

4. Ser um pastor ordenado é alimentar a congregação. Mas isso não é um papel tradicional dos homens. Pelo contrário: ao longo da história, as mulheres têm sido consideradas não só como mais qualificadas do que os homens na tarefa de alimentar outras pessoas, mas também como atraídas com mais frequência do que eles para esse tipo de atividade. Isso faz delas a escolha óbvia para a ordenação.

3. Homens são propensos demais a agir com violência. Nenhum homem de verdade quer acertar as contas usando outro meio que não seja lutando com as próprias mãos. Por isso, eles seriam modelos ruins de comportamento, além de seres perigosamente instáveis em posições de liderança.

2. Homens ainda podem se envolver nas atividades da igreja, mesmo sem ser ordenados. Eles podem assentar pisos e revestimentos, consertar o forro e fiação do templo, ficar de vigias no estacionamento e talvez até reger o coral no programa do Dia dos Pais. Limitando-os a esses papéis tipicamente masculinos, eles ainda podem ser de grande valia na vida da Igreja.

1. No relato do Novo Testamento, a pessoa que traiu Jesus foi um homem. Por isso, sua falta de fé e sua punição posterior permanecem como um símbolo do lugar de submissão que todos os homens deveriam ocupar.

______
Notas:

*Alerta: Este é um texto carregado de ironia e não tem o propósito de combater a ordenação de pastores homens. Ele apenas procura responder à seguinte pergunta: "Como ficariam os argumentos contra a ordenação de mulheres se usássemos a mesma lógica para falar contra a ordenação de homens?"


**Traduzido do texto original em inglês "Top 10 Reasons Why Men Shouldn’t Be Ordained".


***Ao que tudo indica, este Jason Jackson é um leitor que compartilhou o texto com o autor do blog linkado na nota anterior.

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domingo, 14 de junho de 2015

É pecado ou errado ser rico?

"Cristo e o Jovem Rico" (1889), de Heinrich Hofmann. 
por Walter Mendes
O relato do jovem rico, narrado em três dos quatro evangelhos (Mateus 19: 16-26; Marcos 10:17-31 e; Lucas 18:18-30), talvez seja uma das histórias bíblicas mais conhecidas e mal-entendidas. Em resumo: um rapaz pergunta a Jesus o que deve fazer para ter a vida eterna, e o Salvador lhe diz, ao final do relato, para vender tudo o que tem e dar aos pobres.

Por causa dessa ordem dada ao jovem, muitos dentro e fora das igrejas acreditam que a riqueza é incompatível com o evangelho, que o rico não pode se salvar, que todo rico deveria entregar seus bens aos pobres etc. Mas será isso verdade? O pedido de Jesus ao jovem rico deve ser estendido a todas as pessoas abastadas que queiram seguir ao Salvador?

1) JESUS TINHA SEGUIDORES RICOS

Ao contrário do que muitos imaginam, Jesus contava com pessoas abastadas entre Seus adeptos. Foi o caso das mulheres ricas que seguiam a Jesus e financiavam Seu ministério:

"Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens."
– Lucas 8:1-3, NVI

Foi o caso de José de Arimateia, que cedeu seu túmulo para enterrar o corpo de Jesus:

"Ao cair da tarde chegou um homem rico, de Arimatéia, chamado José, que se tornara discípulo de Jesus. Dirigindo-se a Pilatos, pediu o corpo de Jesus, e Pilatos ordenou que lhe fosse entregue. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho e o colocou num sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou."
– Mateus 27:57-60, NVI

Também foi o caso de "um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos", cujo relato de conversão pode ser lido em Lucas 19:1-10.

2) O CASO DO JOVEM RICO

Como explicar o relato do jovem rico e a ordem dada a ele para que vendesse tudo o que tinha e desse aos pobres?

Primeiro, o problema da riqueza, segundo Jesus, é que ela leva seu possuidor a confiar mais nos bens terrenos do que no poder de Deus, além de focar-se mais neste mundo provisório do que no futuro reino de Deus. Foi o que Ele ensinou em passagens como a seguinte:

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração."
– Mateus 6:19-21, NVI

Segundo, o relato do jovem rico não pode nem deve ser usado para combater ou condenar os ricos ou a riqueza em si. Jesus pediu ao jovem que vendesse tudo o que tinha e desse aos pobres, é verdade. Mas em momento algum fez o mesmo pedido às mulheres ricas que o seguiam, ao rico José de Arimateia ou ao rico Zaqueu. O caso desses homens e mulheres abastados nos Evangelhos mostra que a riqueza não é impedimento para alguém abastado seguir a Jesus. O problema não é a riqueza, mas o valor atribuído a ela por seu possuidor.

Terceiro, Jesus disse que é impossível a um rico entrar nos Céus, sim. Mas também disse que Deus faz coisas impossíveis – o que inclui transformar o coração de um rico para ele entrar nos Céus. Tanto a impossibilidade humana quanto a onipotência divina encontram-se no final do mesmo relato:

"Então Jesus disse aos discípulos: 'Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. E lhes digo ainda: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus'. Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: 'Neste caso, quem pode ser salvo?' Jesus olhou para eles e respondeu: 'Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis'”.
– Mateus 19:23-26, NVI

3) O EVANGELHO NÃO CONDENA A RIQUEZA EM SI

Jesus contou a parábola dos talentos em Mateus 25:14-30. Nela, Ele se compara a um homem rico que viaja e entrega seus bens aos servos para administrá-los enquanto está fora. Nenhuma crítica direta ou indireta à riqueza é encontrada nessa parábola, na qual fica implícito o apoio de Jesus a coisas como poupança, investimento em ações ou títulos, além do comércio em geral.

Em outro trecho, Lucas 12:13-21, ele conta a parábola do rico insensato. O que ele critica ali não é a riqueza, mas a ganância que surge ao se confiar na riqueza e se esquecer de Deus. Riqueza que não terá nenhum valor quando todos, pobres e ricos, forem chamados a prestar contas de seus atos perante o Grande Juiz.

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Sobre a ordenação de mulheres ao pastorado


por Walter Mendes

Em resposta a uma foto que publiquei no Facebook em favor da ordenação de mulheres ao pastorado adventista, um amigo me recomendou assistir a um vídeo postado na página da TV Terceiro Anjo no YouTube. Como quase todos os adventistas sabem, a ordenação de mulheres ao pastorado será votada em julho próximo no Texas (EUA) durante a 60ª Conferência Geral 2015 da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

O que se segue abaixo são uma resposta aos argumentos apresentados no vídeo postado na página da TV Terceiro Anjo no YouTube.

Em primeiro lugar, o pastor cita o texto paulino de 1 Timóteo 2:12-13, em que lemos que a mulher não deve exercer autoridade sobre o homem:

"E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva."
– 1 Timóteo 2:12-13, ARA

Mulheres têm tido um papel fundamental no ensino da Bíblia e pregação do evangelho na Igreja Adventista do Sétimo Dia desde sua fundação em 1863. A começar pelo ministério de uma de seus 3 fundadores, a saber a americana Ellen G. White. Elas ensinam crianças, jovens e adultos nas Escolas Bíblicas Sabatinas, além de pregarem regularmente nos púlpitos de diversas igrejas locais.

Há mulheres anciãs (presbíteras, conforme a nomenclatura de outras igrejas) em diversas igrejas locais mundo afora, incluindo no Brasil. Há mulheres pastoras em algumas regiões dos Estados Unidos, na Holanda, partes da Alemanha e em toda a China, mas elas (ainda) não são ordenadas oficialmente dentro do Adventismo. Contudo, diaconisas são ordenadas oficialmente na Igreja Adventista do Sétimo Dia desde 2010.

Se a interpretação bíblica do pastor do vídeo está correta, devemos então rejeitar o ministério e as publicações de Ellen G. White, uma mulher que exerceu e exerce autoridade sobre os homens adventistas desde 1844. E isso não é força de expressão: a história do Adventismo mostra que ela já confrontou presidentes de associações locais e da Conferência Geral em seus dias para que abandonassem erros pessoais e administrativos.

Igualmente deveríamos ser coerentes como outras igrejas evangélicas fazem ao interpretar literalmente esse texto, não permitindo que a mulher tenha qualquer cargo na Igreja exceto o de professora de crianças na Escola Bíblica. Uma mulher que pregue na igreja local, tenha qualquer cargo de liderança em qualquer departamento ou seja professora de qualquer classe de Escola Sabatina está exercendo autoridade sobre os homens debaixo dela.

Segundo ponto: é verdade que Paulo diz que os anciãos e pastores devem ser maridos de uma só mulher (1 Timóteo 3:12; Tito 1:5-9), outro argumento bíblico usado pelo pastor do vídeo. Mas o assunto em questão é que o líder cristão não deve ser polígamo – algo comum nos tempos do Novo Testamento. Não se trata de uma qualificação 'sine qua non' que exclua a liderança feminina, permitindo o ancionato ou pastorado apenas para homens cristãos. Do contrário, devemos ser coerentes e descartar a prática adventista de separar homens solteiros e viúvos para o ancionato ou o pastorado – pois essa é a leitura mais literal do texto.

Terceiro, Deus não criou Adão e Eva para que um dominasse sobre o outro, como sugere o pastor no vídeo. O texto de Gênesis é bem claro ao dizer que ambos carregavam em si a imagem de Deus (1:26-27) e que a mulher seria uma auxiliadora do homem (2:18) – uma igual a ele. É muito bonito a forma como Ellen G. White explica esse texto no "Patriarcas e Profetas", págs. 18-19:

"O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma 'adjutora' — ajudadora esta que lhe correspondesse — a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação." 

A submissão da mulher ao homem veio apenas com a entrada do pecado em Genesis (3:16), não sendo parte do propósito original de Deus. Paulo diz em Gálatas 3:28 que na nova ordem trazida por Jesus não há diferença entre homem e mulher, entre judeus e gentios, entre escravos e livres. Defender o contrário é defender um machismo disfarçado em busca de respaldo na Palavra de Deus.

"Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus."
– Gálatas 3:26-28, NVI

Em quarto lugar, há certas coisas que podemos admitir sem que isso signifique reinterpretar a Bíblia ou deixar a ética de Deus num campo vago, como diz o pastor no vídeo. Primeiro fato negado pelo pastor no vídeo: a Bíblia foi influenciada pela cultura em que ela foi escrita sim e existe um ideal de Deus que não foi plenamente atingido no Novo Testamento. Por exemplo, os cristãos não devem aceitar hoje a poligamia (por mais que não houvesse um mandamento contra ela no AT) nem a escravidão (mesmo que ela não fosse combatida com todas as letras no NT). Tais práticas vão contra o ideal de Deus no Éden e contra o espírito do Evangelho, mesmo que não haja um mandamento expresso contra a poligamia e a escravidão.

Segundo fato negado pelo pastor no vídeo: certas normas foram dadas apenas a uma situação local do povo de Deus. Igualmente acreditamos que não são válidas para hoje ordens como aquelas para o uso do véu na igreja (1 Coríntios 11:3-16), para as mulheres ficarem caladas na igreja (1 Coríntios 14:34-35) ou para nos saudarmos com “ósculo santo” (Romanos 16:16; 1 Coríntios 13:12; 16:20; 1 Tessalonicenses 5:26; 1 Pedro 5:14). Esse “ósculo santo” seria um beijo no rosto de saudação entre homens e entre mulheres, tal como é feito na Argentina ou na França. Apesar de estarem em diversas cartas do Novo Testamento, tais ordens não são princípios universais a serem seguidos por todos os crentes de todas as épocas e todas as culturas.

Em quinto lugar, chega a ser intelectualmente desonesto e blasfemo à Palavra de Deus comparar um princípio moral, universal e explícito na Bíblia como a guarda do sábado com uma questão cultural, local e sem respaldo a favor ou contra nas Escrituras como a ordenação de mulheres, como faz o pastor desse vídeo. Além de ignorar princípios elementares de interpretação da Palavra de Deus, o pastor do vídeo ignora que os adventistas sempre fizeram a separação entre princípios e mandamentos de aplicação universal e ordens de aplicação restrita e cultural.

Por exemplo, os adventistas guardam o sábado conforme exigem os Dez Mandamentos (Êxodo 20:8-11), mas não apedrejamos nem condenamos quem acenda fogo nesse dia (Êxodo 35:3; Números 15:32-36) – a Bíblia manda fazer as duas coisas. Igualmente não deixamos de condenar o adultério (Êxodo 20:14) pelo fato de não apedrejarmos os adúlteros (Levítico 20:10) – a Bíblia ensina ambas as coisas. Também não deixamos de ensinar o dízimo aos membros em nossos estudos bíblicos (um princípio que cremos ser universal) apesar de a Bíblia descrever que o dízimo era entregue em 90% dos casos na forma de animais, vegetais e vinho (Levítico 27:30-33; Deuteronômio 12:17-18; 14:22-27; 2 Crônicas 31:4-7) levados ao sacerdote no templo – uma ordem local e temporal.

Sexto, é completamente desonesta a forma como o pastor do vídeo associa um possível voto a favor da ordenação de mulheres ao risco de uma futura ordenação de pastores gays ou pastoras lésbicas. Primeiro, não há relação alguma entre uma coisa e outra, como se uma levasse necessaria ou inevitavelmente à outra. Numa lista de 21 igrejas citadas por nome num site contra a ordenação de mulheres, podem ser contadas 11 igrejas que ordenam mulheres, mas não ordenam pastores gays ou pastoras lésbicas.

Além disso, podemos mencionar no mesmo caminho de ordenar mulheres mas não GLBT as igrejas batistas da Alemanha e da Suíça (Bund Evangelisch-Freikirchlicher Gemeinden e Bund Schweizer Baptistengemeinden), bem como diversas igrejas batistas americanas filiadas à Southern Baptist Convention (algumas apenas), à American Baptist Churches USA, à North American Baptist Conference, à Alliance of Baptists, à Cooperative Baptist Fellowship (CBF) National Baptist Convention e à Progressive National Baptist Convention. Sem contar diversas igrejas como as menonitas, morávias, presbiterianas (exceto a PCUSA), pentecostais e reformadas nos EUA e Europa que também ordenam mulheres sem ordenar ou querer ordenar pastores gays ou pastoras lésbicas.
Para encerrar esse ponto e partir para a conclusão, lembro que a IASD ordena pastores homens e pastoras mulheres em algumas regiões dos Estados Unidos, na Holanda, partes da Alemanha e em toda a China sem defender ou discutir a agenda ligada aos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.

Finalmente, a IASD possui doutrinas bíblicas fundamentais estabelecidas (entre as 28) sobre matrimônio e família e sobre a criação. Além de uma declaração oficial clara contra a prática do homossexualismo. Isso não acontece com as denominações citadas no vídeo que apoiam/defendem a agenda ligada aos direitos dos gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.
Ao contrário dos anglicanos, luteranos evangélicos, episcopais e metodistas unidos dos EUA, citados no vídeo, os adventistas do sétimo dia não somos uma denominação com um histórico de décadas de liberalismo teológico nem menosprezo ao método gramático-histórico – a abordagem adotada por nós e outras igrejas conservadoras na interpretação da Bíblia. (As denominacões citadas no vídeo e abertas a pastores gays e lésbicas usam o método histórico-crítico.)

As Divisões Norte-Americana e Trans-Europeia citadas no vídeo não reinventaram a roda ao fazer sua interpretação pró-ordenação, nem estão se desviando da interpretação correta ou tradicional da IASD. Elas apenas estão seguindo o método de estudo e interpretação das Escrituras segundo a declaração aprovada e votada pela Comissão Executiva da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, na sessão do Concílio Anual no Rio de Janeiro, Brasil, 12 de outubro de 1986.

O que está em jogo na votação a favor ou contra a ordenação de mulheres não é uma divisão entre o Assim Diz o Senhor versus o Assim Querem os Adventistas Rebeldes, mas entre o Assim Diz o Senhor versus o Assim Defende nosso Costume e Tradição Humana.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tuitaço de Páscoa

Responda rápido:


Você ama a Cristo e gostaria que todos conhecessem a paz e alegria que você tem?
Quer testemunhar sua fé no Salvador de uma forma simples e moderna?
Tem consciência de que a data da Páscoa é uma excelente ocasião para isso?
Sabe que muita gente só pensa em Jesus e no cristianismo no Natal e na Páscoa?
Está inscrito em redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut?
Você tem amigos nessas redes que ainda não conhecem a Jesus? 

SIM!? Então esse convite é para você! Aproveite o feriado de Páscoa 2011 e participe de um tuitaço com a hashtag #ressurreição (com cedilha e til mesmo) entre sexta-feira 22/04 às 8h e domingo 24/04 às 22h. 

Como fazer? É simples: escreva um texto curto e interessante que inclua a expressão #ressurreição (com cedilha e til) e poste no Twitter. E – por que não? – também no Facebook e Orkut. Valem versos bíblicos, trechos de filmes, desenhos infantis, músicas, links na web, pequenos testemunhos ou frases evangelísticas sobre a ressurreição de Jesus, a fé no Jesus Ressurreto, a vitória de Jesus sobre a morte etc. 

No caso dos versos bíblicos, dentro do possível, indique sempre o endereço da passagem citada. Se alguém gostar da frase, ela pode procurar depois na própria Bíblia e ler o capítulo inteiro (http://www.bibliaonline.com.br/nvi/).

Deixe no túmulo de Arimatéia doutrinas paralelas e discussões em geral (existência de Deus, coelho e símbolos pagãos, ira e juízo final, diferenças entre as igrejas, dia de descanso, forma de batismo etc.). Isso vale para crentes e para céticos: somos testemunhas, não advogados nem juízes a serviço de Deus. "Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor." – 2 Coríntios 4:5, NVI.

Ore a respeito, pense em frases interessantes e participe do tuitaço de Páscoa 2011 com a hashtag #ressurreição (com cedilha e til) entre sexta-feira 22/04 às 8h e domingo 24/04 às 22h. E repasse essa mensagem para seus amigos que também poderiam participar desse projeto no Twitter, Facebook e Orkut. Se sua mente criativa está pensando apenas em como vai aproveitar o feriadão, use minhas sugestões de 1) frases, artigos e vídeos  e 2) passagens bíblicas para sua inspiração e pirataria rs!

Abraços e beijos a quem de direito, feliz Páscoa e que o Senhor te abençoe e te guarde.

Walter Mendes – Portal Escrivão Caminha

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Tuitaço de Páscoa - sugestões

1. Slogans e frases de efeito



Jesus venceu a morte, o pecado e o mal para sempre graças à Sua morte e #ressurreição.

Deus está morto? Não, Ele ressuscitou ao terceiro dia. #ressurreição

Deus está morto, vc já disse e eu já sei disso. Mas é cedo para comemorar. Hoje ainda é sexta-feira: o domingo vem aí. #ressurreição

Melhor que chocolate é a alegria e a paz que Jesus traz ao coração. #ressurreição

Todos os homens que fundaram religiões na Terra estão em suas sepulturas. Exceto Jesus, o único que venceu a morte. #ressurreição

Jesus está vivo. Falei com Ele hoje. #ressurreição

Meu Salvador vive. E porque Ele vive, eu também viverei. #ressurreição 


2. Pequenos testemunhos


Creio no perdão dos pecados, na #ressurreição dos mortos, na vida eterna.

Confesso q já tive medo da morte, do futuro e das forças do mal. Hoje não. Hoje eu confesso Jesus como meu Salvador pessoal. #ressurreição

Já vivi s/ saber p/ onde ir, em quem acreditar e c/ medo de morrer. Hoje eu conheço o Caminho, a Verdade e a Vida: Cristo. #ressurreição 


3. Artigos sobre as evidências da Ressurreição de Jesus


Matando os argumentos e teorias contra a #Ressurreição de Cristo (artigo) http://tinyurl.com/3rj8llf

"Há fortes e detalhadas evidências históricas para a #ressurreição de Cristo" (artigo) http://tinyurl.com/66nqsoy

"Se #ressurreição de Jesus fosse fraude, os judeus a teriam desmentido. Mas nunca puderam fazer isto" (artigo) http://tinyurl.com/3glofw3

Quem é Jesus? Uma pessoa notável, um líder, um mestre? (artigo) http://tinyurl.com/3fupftt #Ressurreição


4. Vídeos diversos


Vídeo 1 #Ressurreição de Jesus (p/ crianças) http://youtu.be/Bo4FI8PqQSI

Vídeo 2 #Ressurreição de Jesus (p/ crianças) http://youtu.be/OBjR6VMmxEk

Vídeo Cena Final de Jesus Cristo Superstar, com Grupo Veteranos http://youtu.be/EsPJHrPEysM #Ressurreição

Vídeo A #Ressurreição Histórica de Cristo, com o teólogo N. T. Wright http://youtu.be/d0MJ7Cxd1Zs

Vídeo "É sexta-feira... Mas o domingo está chegando!" http://youtu.be/lSbQ-8qwUkU #Ressurreição

Vídeo #Ressurreição, uma história sem palavras http://youtu.be/sVdNM6rnQA0 


5. Clipes musicais


Música Porque Ele Vive, com André Valadão http://youtu.be/bBiMTWQMGvk #Ressurreição

Música Porque Ele Vive, HASD nº 70 http://youtu.be/jOAufHfHF1Y #Ressurreição

Música 'Stavas lá quando Ele ressurgiu?, HASD nº 59 http://youtu.be/1DAH8WcTyw4 #Ressurreição

Música Manhã da #Ressurreição, com Grupo Ellas (black gospel) http://youtu.be/sePVxd-tok0

Música Foi numa Linda Manhã, com Eclair Ercole http://youtu.be/nEfr6Ww0y7M #Ressurreição

Música Ele Vive, com Leonardo Gonçalves http://youtu.be/UV8toG-ilQk #Ressurreição

Música Cristo Já Ressuscitou, HASD nº 69 http://youtu.be/F7QJj_IEF_8 #Ressurreição

Música Rei dos Reis, HASD nº 73 http://youtu.be/sRrKdh8ervI #Ressurreição

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Tuitaço de Páscoa - passagens

Todas as passagens abaixo, citadas na íntegra ou em forma condensada, foram extraídas da Nova Versão Internacional (NVI).




1. Passagens bíblicas sobre a Ressurreição






"Disse-lhe Jesus: 'Eu sou a #Ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá'". João 11:25

A morte veio por meio de um só homem, mas também a #ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem (Jesus). 1 Coríntios 15:21

"Prevendo isso, (Davi) falou da #ressurreição do Cristo, que ñ foi abandonado no sepulcro e cujo corpo ñ sofreu decomposição." Atos 2:31

Ele "foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua #ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor". Romanos 1:4

Bendito seja Deus Pai, que nos regenerou para uma esperança viva, por meio da #ressurreição de Jesus Cristo. 1 Pedro 1:3

"Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas desse fato." Atos 2:32 #ressurreição

Cristo ressuscitou e apareceu a Pedro, aos 12, a + de 500 de uma vez, a Tiago, aos 12 de novo e a Paulo. 1 Coríntios 15:4-8 #ressurreição

"Por seu poder, Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará." 1 Coríntios 6:14 #ressurreição

"Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde Ele jazia." Mateus 28:6 #ressurreição

"Vocês mataram o autor da vida, mas Deus O ressuscitou dos mortos. E nós somos testemunhas disso". Atos 3:15 #ressurreição

Aquele que ressuscitou ao Senhor Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará com Jesus. 2 Coríntios 4:14 #ressurreição 

"Por seu poder, Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará." 1 Coríntios 6:14 #ressurreição

"Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde Ele jazia." Mateus 28:6 #ressurreição

"Vocês mataram o autor da vida, mas Deus O ressuscitou dos mortos. E nós somos testemunhas disso". Atos 3:15 #ressurreição

Aquele que ressuscitou ao Senhor Jesus dentre os mortos, também nos ressuscitará com Jesus. 2 Coríntios 4:14 #ressurreição

"e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm." 1 Coríntios 15:14 #ressurreição

"Vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui." Marcos 16:6 #ressurreição

"Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação." Romanos 4:25 #ressurreição

"Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho" 2 Timóteo 2:8 #ressurreição 


2. Passagens bíblicas (NVI) sobre a vida oferecida por Jesus


"O último inimigo a ser destruído é a morte." 1 Coríntios 15:26 #ressurreição

"Pq Deus tanto amou o mundo q deu seu Filho Unigênito, p/ q todo o que nEle crer ñ pereça, mas tenha vida eterna." João 3:16 #ressurreição 

"Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.'" João 14:6 #ressurreição

"Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 6:23 #ressurreição

"Eu [Jesus] vim para que tenham vida, e a tenham plenamente." João 10:10 #ressurreição

"Eu [Jesus] sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida". João 8:12 #ressurreição

"Vcs nem sabem o q lhes acontecerá amanhã! Vcs são como a neblina q aparece por um tempo e depois se dissipa." Tiago 4:14 #ressurreição

"Ñ trabalhem pela comida q se estraga, mas pela comida q permanece p/ a vida eterna, que Eu [Jesus] lhes darei". João 6:27 #ressurreição

"Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la." Jesus, em João 10:17 #ressurreição

"Eu [Jesus] dou vida eterna às minhas ovelhas, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão." João 10:28 #ressurreição

"Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos." Romanos 14:9 #ressurreição

"Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida." 1 João 5:12 #ressurreição

"E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho." 1 João 5:11 #ressurreição

"A Vida [Jesus] se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna" 1 João 1:2 #ressurreição

"Escrevi-lhes estas coisas, a vcs q crêem no nome do Filho de Deus, para q vcs saibam q têm a vida eterna." 1 João 5:13 #ressurreição

"E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." 1 João 5:20 #ressurreição

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Não confunda o evangelho com a política

por Walter Dos Santos* 

Quando o pastor da 1ª Igreja Batista de Curitiba Paschoal Piragibe Jr. ligou a tese da "iniquidade institucionalizada" com a aprovação legal do aborto e do casamento gay, muitos cristãos evangélicos progressistas levantaram-se contra essa associação. Segundo vários desses oponentes, o pastor foi omisso e limitado ao não reconhecer pecados profundamente enraizados no Brasil como a questão previdenciária, a criação da CPMF, o sistema público de saúde, o acúmulo de terras etc. 

Como podemos identificar facilmente, tais críticos afirmam que tanto essas questões sociais citadas quanto aqueles temas morais listadas pelo pastor contribuem para a iniquidade em nosso país. Neste artigo pretendemos apresentar um breve panorama do cristianismo engajado por trás dessa visão e analisar o ensino bíblico sobre a responsabilidade social da Igreja. 

Evangelho Social e Teologia da Prosperidade 


As críticas levantadas contra o pronunciamento do Pr. Piragibe Jr. por esse setor da igreja evangélica brasileira refletem o ideário do Evangelho Social, movimento protestante surgido e desenvolvido nos Estados Unidos de 1880 a 1930. Devido à crise urbana ocasionada pelo crescimento econômico pós Guerra Civil, muitos trabalhadores e imigrantes viviam nos cortiços das grandes cidades e sofriam uma grave situação de abandono e exclusão. Em resposta, vários crentes americanos moveram compaixão e esforços em favor deles e formularam conceitos como “a implantação do reino de Deus na Terra”, a importância de uma “sociedade redimida” e o papel da ação social como parte da missão da Igreja. 

O pastor e professor de seminário batista Walter Rauschenbusch (1861-1918) foi o principal articulador teórico do movimento, com livros como O Cristianismo e a Crise Social, Cristianizando a Ordem Social e Uma Teologia para o Evangelho Social. Mas o Evangelho Social alcançou popularidade e expansão sem precedentes com a publicação do livro Em Seus Passos que Faria Jesus? (1897), best-seller escrito pelo pastor congregacional Charles Sheldon. Na obra, um pastor vive uma vida confortável e sem contratempos até o dia em que um homem pobre e necessitado aparece na sua igreja e o leva a rever seus valores, modo de vida e prioridades a partir da questão "O que Jesus faria?". A partir disso, decide propor aos fiéis de sua igreja que se comprometam durante um ano a não fazer nada sem antes perguntar o que Jesus faria na mesma situação. A experiência traz reavivamento e alegria a vários dos paroquianos, bem como renúncias pessoais, conflitos de interesse e choques sociais ao aplicarem o compromisso. 

Nas fileiras católicas, por outro lado, encontraremos a Teologia da Libertação, desenvolvida na América Latina em meados do século 20. Como a região enfrentava um período de grandes tensões políticas, injustiças econômicas e exclusão social, os pensadores católicos articularam uma nova teologia centrada no conceito bíblico de Deus como libertador. Entre as ênfases da Teologia da Libertação podemos citar a visão do reino de Deus numa perspectiva de libertação política e social neste mundo e um forte menosprezo à reflexão e prática cristãs tradicionais devido a seu suposto caráter "alienante" e reacionário.

Igualmente devemos apontar o uso nesse movimento de categorias do pensamento marxista para entender as mazelas da América Latina e o apoio ora ímplicito ora escancarado a movimentos esquerdistas radicais no continente. Embora tenha havido pensadores protestantes na sua formulação, a Teologia da Libertação foi uma iniciativa predominantemente católico-romana. Contudo, setores evangélicos formularam uma alternativa à Teologia da Libertação no conceito de “missão integral” – em que a igreja inclui a ação social como aspecto indispensável de seus esforços missionários. 

Atos não foi um Woodstock comunista 

De onde vêm as bases do discurso dos cristãos que lutam por justiça social? Além do ministério de Cristo em favor dos pobres, os adeptos do cristianismo engajado recorrem ao modelo da igreja primitiva e ao discurso social dos profetas. Alguns leem a vida em comunidade e partilha de bens apresentada em At 2:44-47 e gostam de idealizar a Igreja Primitiva como uma sociedade alternativa, “metade-hippie” e “metade-crente”. Muitos vão ao extremo de afirmar que essa foi uma experiência socialista/marxista na História da Igreja. Nada mais distante dos fatos. A comunidade cristã primeva era tão complexa em sua dinâmica interna quanto a igreja moderna: extremamente liberal para os conservadores, extremamente conservadora para os liberais. Peço a licença de citar dois parágrafos do livro Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis, pág. 31:
"Do mesmo modo, o Novo Testamento, sem entrar em detalhes, nos pinta um quadro bastante claro do que seria uma sociedade plenamente cristã. Talvez exija de nós mais do que estamos dispostos a dar. Informa-nos que, nessa sociedade, não há lugar para parasitas ou passageiros clandestinos: aquele que não trabalhar não deve comer. Cada qual deve trabalhar com suas próprias mãos e, mais ainda, o trabalho de cada qual deve dar frutos bons: não se devem produzir artigos tolos e supérfluos, nem, muito menos, uma publicidade ainda mais tola para nos persuadir a adquiri-los. Não há lugar para a ostentação, pata a fanfarronice nem para quem queira empinar o nariz. Nesse sentido, uma sociedade crista seria o que se chama hoje em dia "de esquerda". 
"Por outro lado, ela insiste na obediência — na obediência (acompanhada de sinais exteriores de reverência) de todos nós para com os magistrados legitimamente constituídos, dos filhos para com os pais e (acho que esta parte não será muito popular) das esposas para com os maridos. (...) Se existisse uma sociedade assim e nós a visitássemos, creio que sairíamos de lá com uma impressão curiosa. Teríamos a sensação de que sua vida econômica seria bastante socialista e, nesse sentido, "avançada", mas sua vida familiar e seu código de boas maneiras seriam, ao contrário, bastante antiquados — talvez até cerimoniosos e aristocráticos. Cada um de nós apreciaria um aspecto dela, mas poucos a apreciariam por inteiro. Isso é o que se deve esperar de um cristianismo como projeto integral para o mecanismo da sociedade humana."
O Antigo Israel não é a Igreja 

Outra pretensa base para os adeptos e simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Libertação é o discurso social dos profetas do Antigo Testamento contra a acumulação de terras, a justiça corrompida e a opressão social. Mas essa leitura ignora completamente o contexto histórico e o propósito original das mensagens dos profetas do do Antigo Testamento. 

Primeiramente, o Antigo Israel não pode ser confundido com a Igreja. Os israelitas eram um povo nacional distinto que vivia sob uma teocracia, com instituições e leis civis direta ou indiretamente apontadas por Deus na lei mosaica. Quando os profetas condenavam os abusos sociais do povo eleito, eles condenavam desvios de uma “constituição” outorgada por Deus e entregue a governantes, juízes e sacerdotes responsáveis por fazer cumpri-la. 

O Senhor Jeová havia concedido à nação israelita tanto os mandamentos contra o adultério e assassinato (morais) quanto as leis contra o acúmulo de terras e a opressão do estrangeiro e do órfão (sociais). Quebrar tanto estas quanto aquelas era pecado, pois constituía rebelião contra uma ordem moral e social expressamente revelada por Deus. Não é este o caso dos cristãos do Novo Testamento em diante, um grupo multicultural e multi-étnico que vive em regimes políticos e sociais os mais diferentes, com governo, instituições e leis criados sem uma revelação direta da parte de Deus. 

Dois fatos comprovam essa tese, retirando o embasamento dos cristãos modernos que se apoiam no discurso social do Antigo Testamento. Primeiro, os profetas condenavam tanto os crimes sociais quanto os morais do povo judeu, mas apenas os desvios morais dos povos pagãos ao redor de Israel. Nenhum profeta maior ou menor condena a acumulação de terras, a justiça corrompida e a opressão social dos assírios, egípcios, babilônios ou filisteus. 

Segundo, o mesmo padrão de dupla moralidade se repete nas páginas do Novo Testamento. Paulo condena a devassidão moral de pagãos, judeus e cristãos igualmente (Rm 1-3; 1Co 5, 10); mas propõe normas de ética social apenas à comunidade dos crentes (Rm 12-14; 1Co 6-8). Tiago é, sem sombra de dúvidas, o escritor com o discurso social mais enfático do Novo Testamento. Suas reprovações, porém, contra a discriminação social (Tg 2) e o enriquecimento ilícito pela opressão dos trabalhadores são dirigidas aos crentes em Jesus (Tg 5). Pedro ordena a todos os crentes que se submetam às autoridades e, fazendo o bem, suportem as provações e calem os adversários pela prática do bem (1Pe 2-3). 

Quatro verdades esquecidas 

Isso significa então que a Igreja deve ignorar o sofrimento e a desigualdade no mundo, sem nada fazer para melhorar a condição das pessoas? Não, de maneira nenhuma! Os defensores e simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Libertação incluem cristãos sinceros e comprometidos com a melhoria e ascensão das classes menos favorecidas. Contudo, o ensino de ambos os Testamentos apresenta conceitos e ênfases diferentes das formuladas pelos assim chamados Evangelho Social e Teologia da Libertação.

Primeiramente, a Palavra de Deus coloca uma forte ênfase nas questões morais e não nas sociais. Usando jargões esquerdistas, podemos atrever a dizer que ela é bastante "direitista, conservadora, burguesa, retrógrada e reacionária", para o desgosto de muitos dos partidários do Evangelho Social e da Teologia da Libertação – dentro e fora da Igreja. Com isso não queremos dizer que a mensagem bíblica é elitista ou que defenda as propostas daqueles que se encaixam nesses rótulos. Apenas queremos enfatizar que os valores bíblicos identificam-se mais com os ditos valores burgueses do que com os valores normalmente defendidos por socialistas e comunistas.

Se lermos ainda que superficialmente os Dez Mandamentos (Ex 20), o Sermão do Monte (Mt 5), a profecia sobre a condição social nos últimos dias (2Tm 3:1-9) e as listas de vícios no Novo Testamento (1Co 6:9-11; Gl 5:19-21; Ap 22:14-15), observaremos rapidamente que a Lei Moral de Deus condena explicita, demorada e repetidamente os crimes e pecados contra a honestidade, a vida humana, a propriedade privada, a moderação pessoal, a ordem social e o casamento heterosssexual.

Em segundo lugar, a Bíblia é enfática ao apresentar a natureza má e pecaminosa do ser humano, não necessariamente do sistema sócio-político em que ele vive (Jó 14:4; Pv 20:9; Sl 51:5; Is 64:6; Je 17:9; Mt 15:19; Rm 7:14-20; 8:5-8). Desta maneira, qualquer tentativa de melhorar as condições de uma determinada sociedade precisa passar necessariamente pelo chamado individual ao arrependimento (At 3:19; 5:30-31; Rm 2:4) e conversão a Jesus Cristo (Ez 18:30-32; At 17:30-31). A menos que haja a regeneração sobrenatural do coração por meio da reconciliação com Deus em Cristo (Jo 3:3-8; 8:34-36; Ef 2:1-5; 2Co 5:17), qualquer tentativa de eliminar a o egoísmo, a corrupção, a desigualdade e o conflito no interior de uma sociedade será provisória e inútil.

Terceiro, a ação de Jesus e Seus apóstolos contraria radicalmente o plano de trabalho proposto pelos simpatizantes do Evangelho Social e da Teologia da Prosperidade. Na tentativa de implementar o Reino de Deus na Terra anunciado pelo Salvador, os defensores de tais propostas apresentam um discurso de mobilização sócio-política em defesa dos excluídos, combate ao sistema institucional opressor e denúncia das injustiças sociais. Escravidão, idolatria, jogos violentos e sanguinários, opressão política, ganância, impostos abusivos, execucões em massa em caso de rebeliões e golpes de Estado eram abusos frequentes dentro das fronteiras do Império Romano. Contudo, nem Jesus nem os Doze empenharam bandeiras, fizeram discursos ou promoveram mobilizações contra as injustiças sociais do Império Romano, embora elas existissem – e existissem numa proporção alarmante. 

Na parábola dos bodes e ovelhas, Jesus elogiou e prometeu entrada no Céu aos que discretamente visitavam os presos, alimentavam os famintos e vestiam os nus (Mt 25:31-46), não aos que usavam a voz em favor deles. Jesus nunca fez nenhuma mobilização ou propôs leis em favor dos excluídos, nem das vítimas dos impostos abusivos dos publicanos, do sistema de saúde precário da Palestina ou da dominação estrangeira feita por Roma. 

Isso não significa, é claro, que a Igreja no Novo Testamento não tivesse preocupação com os infortúnios dos mais frágeis e menos favorecidos na sociedade. Mas isso nos leva ao último ponto de nossa revisão sobre o ensino da Palavra de Deus a esse respeito: em vez de elaborar e proclamar um discurso social, a Igreja é chamada a oferecer uma ação alternativa ao modelo social externo. Os evangelhos mostram que Jesus recebeu, chamou, curou, abençoou e elogiou viúvas e crianças pobres, estrangeiros discriminados e pescadores desassistidos. E mandou Seus seguidores fazerem o mesmo. Ele ilustrou a natureza da verdadeira religião cristã ao contar a parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37): não consiste em sistemas, credos ou ritos, mas no cumprimento de atos de amor e genuína bondade, sem distinção de raça, classe social ou confissão religiosa. 

Com ensinos como esse, a comunidade cristã primeva lutou contra a injustiça social no Império Romano durante e depois dos tempos do Novo Testamento diferentemente do que os cristãos de “direita”, “esquerda” ou “centro” fazem hoje. Sem muita teoria e com muita prática. Os primeiros cristãos ofereciam um modelo de sociedade em que os excluídos eram aceitos e bem-recebidos, as diferenças sociais eram apagadas nas interações da comunidade interna e onde escravos e senhores eram irmãos na vida da Igreja. Mais tarde, foram os cristãos que fundaram os primeiros orfanatos, lares para idosos e hospitais no mundo ocidental por valorizarem e acolherem os membros mais frágeis da sociedade. 

O Reino de Deus não é deste mundo 

Voltando ao caso do Pr. Piragibe Jr., ele tem a Palavra de Deus a seu favor ao defender como "iniquidade institucionalizada" a possível aprovação legal de questões morais contrárias à Lei de Deus revelada na Bíblia. A tarefa da Igreja é defender os valores atemporais e transnacionais ensinados na Palavra de Deus.

Verdade seja dita, nada impede que cristãos sinceros e consagrados lutem contra as mazelas e problemas sociais e políticos do país em que vivem, exercendo suas atividades para a glória de Deus e o bem do próximo. Mas ele ou ela deve ter a consciência de que a agenda sócio-política não deve nem pode ser confundida com a agenda do Reino de Deus. Não existe uma ação sócio-política cristã, nem um candidato do coração de Deus, muito menos uma causa partidária a serviço do evangelho. Da mesma maneira que não existe uma medicina cristã, ou um mecânico do coração de Deus ou uma ação contábil a serviço do evangelho. Portanto, não confunda o evangelho com a política.

*Walter Dos Santos é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.

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