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terça-feira, 11 de julho de 2017

Os adventistas e o Arcanjo Miguel - 3 (resposta a objeções)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.
Erro comum: A Igreja Adventista está errada ao dizer confundir Jesus com o Arcanjo Miguel, algo estranho pois os anjos não podem ser adorados e não há qualquer evidência bíblica para essa posição tão estranha.

Objeção 1 -  Daniel 10:13 nega que Jesus seja Miguel?

Quanto a Daniel 10:13, apenas nesse lugar em toda a Bíblia é dito de Miguel como "um dos primeiros príncipes". Já Daniel 10:21 fala de "Miguel, vosso príncipe" e Daniel 12:1 de "Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo". Em todo o restante das Escrituras, quando não aplicado a seres humanos, o título “príncipe” é usado exclusivamente para Cristo (Js 5:14 e 15; Is 9:6; Dn 8:11 e 25; 9:25; At 5:31) ou para Satanás (Jo 12:31; 14:30; 16:11; Ef 2:12), mas nunca para qualquer outro ser não humano.

Em Josué 5:14 e 15, o Anjo do Senhor Se apresentou a Josué como o “príncipe do exército do Senhor”, aceitando adoração, o que seria uma blasfêmia se esse príncipe fosse apenas um anjo (ver Mt 4:10; Ap 22:8 e 9), e ordenando que Josué tirasse as suas sandálias porque o lugar se tornara santo (ver Êx 3:4-6; At 7:30-33). No próprio livro de Daniel, Cristo é chamado também de “príncipe do exército” (Dn 8:11) e “Princípe dos Princípes” (Dn 8:25).

Miguel é apresentado em Judas 9 como o “arcanjo” – a única passagem que liga Miguel e arcanjo na mesma frase. Nessa passagem, Miguel disputa “a respeito do corpo de Moisés” (Dt 34:5 e 6), enfrentando o diabo com as palavras: “O Senhor te repreenda!” Essa alusão identifica Miguel como o “Anjo do Senhor” que, na contenda sobre o “sumo sacerdote Josué”, disse igualmente ao diabo: “O Senhor te repreenda, ó Satanás” (Zc 3:1 e 2). É interessante notarmos que, tanto em Zacarias 3 como em Gn 22:11-18; Jz 6:11-24; 13:2-22 e At 7:30-33 e 38, o Anjo do Senhor é identificado como sendo o próprio Deus!

Em 1 Tessalonicenses 4:16 relaciona-se a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (Jo 5:28, 29). Essa é outra evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Salvador.

Objeção 2 - Ao identificar Jesus com o Arcanjo Miguel, os adventistas não se igualam às testemunhas de Jeová?

A semelhança começa e termina entre os dois grupos quando afirmam que o Arcanjo Miguel é Jesus. Mas as diferenças são gritantes.

Posição das testemunhas de Jeová: "A CRIATURA espiritual chamada Miguel (...) não é outro senão o próprio Jesus Cristo no seu papel celestial." {os grifos são do original}

Posição dos adventistas: "O nome Miguel significa: 'Quem é semelhante a Deus?'. É um desafio a Satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. (...) Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa 'semelhante a Deus', no original e para a cultura hebraica, entendemos que 'semelhante' significa 'igual' (ver João 5:18; 19:7). Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle."

Objeção 3 - Além de João calvino e os adventistas, quem mais sustenta que Miguel seja Jesus no mundo protestante?

  • Matthew Henry (puritano inglês, 1662-1714) escreveu:

Sobre Daniel 10:
"Acho que o arcanjo Miguel não é outro senão o próprio Cristo, o anjo da aliança, e do Senhor dos anjos, a quem Daniel teve uma visão, ver. 5. Ele veio para me ajudar, ver verso 13, e não há nenhum, mas que ele se esforce comigo nestas coisas, ver. 21. Cristo é o príncipe da Igreja, os anjos não são.

Sobre Daniel 12
"Jesus Cristo deve aparecer como patrono de sua igreja e protetor." Naquele tempo, "quando houver tempo de angústia tal qual nunca houve", Miguel Se levantará, ver 1. O anjo havia dito a Daniel que o ágil amigo Miguel dirigiu-se em favor da igreja, ver 10:21.

"O anjo havia dito a Daniel que Miguel foi um rápido amigo para a igreja, cap. 10. 21. Ele mostrou que, o tempo todo no mundo superior, os anjos sabiam disso, mas agora 'Miguel se levantará" em sua providência, em trabalho de livramento para os judeus, quando ele vê que seu poder é manifesto", Deut. 32:36. Cristo é o "grande príncipe", por ser o 'príncipe dos reis da terra", Apocalipse 1:5."

Sobre Apocalipse 12:7
""Miguel e seus anjos" de um lado, e 'o dragão e seus anjos" no outro. Cristo, o grande anjo do pacto, e seus fiéis seguidores e Satanás e todos os seus instrumentos. O partido de Satanás seria muito superior em número e força em relação ao outro, mas a força da Igreja está em ter o Senhor Jesus como o capitão de sua salvação."
  • Adam Clarke (metodista britânico, 1762–1832) afirma:

Sobre Judas 9
"Deste personagem muitas coisas são faladas nos escritos judaicos." Rabi Judá Hakkodesh diz: Sempre disse que Michael está a aparecer, a glória da Divina Majestade está sempre a ser compreendido. " Shemoth Rabba, cap. II., Fol. 104, 3. Então, parece que eles consideravam Michael em algum tipo como fazemos com o Messias manifestado na carne. (...) Pela palavra Miguel ("Quem é como Deus?") dada a esta personagem no Apocalipse, muitos entenderam o Senhor Jesus." -

Sobre Apocalipse 12:7
"Miguel era o Filho do Homem que a mulher deu à luz."







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Os adventistas e o Arcanjo Miguel - 2 (ensino da Bíblia)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista está errada ao dizer confundir Jesus com o Arcanjo Miguel, algo estranho pois os anjos não podem ser adorados e não há qualquer evidência bíblica para essa posição tão estranha.
Quem é o Arcanjo Miguel relatado na Bíblia?

1 – O que dizem as diversas religiões?

  • PROTESTANTES  - Os protestantes rejeitam a visão de Miguel como o único arcanjo, mas não identificam os demais da sua categoria. Um hino popular no meio protestante é "Ao coro dos arcanjos eu uno meu louvor, / E adoro humildemente o grande Criador."
  • CATÓLICOS - A teologia católica divide os anjos em nove ordens hierárquicas: anjos, serafins, querubins, tronos, dominações, principados, poderes, virtudes e arcanjos, a saber Miguel, Gabriel e Rafael (mencionado no Livro de Tobias).
  • ORTODOXOS - A teologia ortodoxa oriental menciona "milhares de arcanjos", mas apenas sete são venerados pelo nome: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Sealtiel, Jegudiel, Baraquiel e Jeremiel.
  • JUDEUS  - A Cabala e os livros apócrifos (Livro de Enoque, Vida de Adão e Eva e Apocalipse de Baruque) falam de Miguel como um de pelo menos 11 arcanjos: Miguel, Rafael, Gabriel, os 3 principais; mais Uriel, Sariel, Raguel e Remiel (ou Ramiel), Zadequiel, Jofiel, Haniel e Chamuel.
  • MUÇULMANOS - O Alcorão diz que Miguel é um dos 4 arcanjos: Miguel, Gabriel, Israfil e Azrael.


2 – O que diz a Palavra de Deus?

A – Quantos arcanjos existem?

A Palavra de Deus fala no plural de:

- anjoS (Gn 3:22-24, Ex 25:17-22; Ez 10 etc.)
- serafinS (Is 6:1-3, único caso)
- principados e potestades (Ef 6:11-12, Cl 1:15-16, Rm 8:38-39, únicos casos)

Antes de prosseguirmos, os críticos estão certos em um ponto: é preciso lembrar que as Escrituras proíbem a adoração aos anjos em Apocalipse 22:8-9. Como criaturas que são, os anjos estão subordinados a Jesus (1Pe 3:22) e o próprio Pai ordena aos anjos que adorem ao Filho de Deus (Hb 1:5-6). Jesus não apenas é superior aos anjos, mas também tem um nome superior ao deles (Hb 1:3-4).

Continuando, embora as Escrituras falem dos anjos e suas ordens no PLURAL, elas falam de ARCANJO apenas duas vezes, e apenas no SINGULAR:

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;"
– 1 Tessalonicenses 4:16, ARA

"Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!"
– Judas 1:9, ARA

Portanto, há apenas UM ARCANJO apresentado na Bíblia. Não há nenhum outro arcanjo mencionado em toda a Bíblia. Como também não há nenhum outro Leão de Judá, Cordeiro de Deus, Estrela da Manhã etc. na Bíblia. Usar títulos e figuras para Jesus não tira o fato de Ele ser uma pessoa.

Judas 1:9 é interessante por identificar o ÚNICO ARCANJO pelo nome de MIGUEL. Este nome aparece apenas em 5 passagens das Escrituras: Daniel 10:13, Daniel 10:21, Daniel 12:1, Judas 1:9, Apocalipse 12:7.

B – O que significam os nomes Arcanjo e Miguel?

O nome MIGUEL vem do hebraico Micha'el or Mîkhā'ēl (מִיכָאֵל‎) e significa: “Quem é semelhante a Deus?” É  um ataque direto a Satanás – o anjo querubim que, desde o princípio, rebelou-se contra o Criador desejando ser superior ao Deus que o criou (Is 14:12-14; Ez 28:14-17).

O nome ARCANJO vem do grego arkangélos (αρχάγγελος), uma combinação do prefixo ARCHÉ (significando "chefe ou governante" ou "principal ou superior") e do nome ANGÉLOS  (traduzido do hebraico "mallach" e que quer dizer "mensageiro"). Portanto, ARCANJO pode significar tanto "anjo principal" quanto "chefe dos anjos".  O prefixo ARCH é o mesmo usado em palavras como arcebispo, arcediago (diácono-chefe), arquiduque e arquiabade, dando a ideia de "superioridade, primazia ou proeminência".

João Calvino identifica o Miguel das passagens de Daniel como sendo o próprio Jesus Cristo, sem que isso implique rebaixar Jesus a um mero anjo criado. Centenas de anos antes de Ellen White e os adventistas fazerem a mesma coisa.

E ainda que alguém não acredite na identidade de Jesus como o Arcanjo Miguel, não pode deixar de lado a misteriosa figura do Anjo de Jeová - que aparece a Abraão, a Jacó, a Moisés, Josué e aos pais de Sansão. Ele se apresenta em nome do próprio Deus e recebe adoração. O Anjo de Jeová, para muitos uma manifestação do Jesus pré-encarnado:

1) se apresenta como o próprio Jeová,
2) carrega Seu nome (Ex 23:20-21) e
3) recebe adoração - Gn 16:7-13; 22:11-12; 31:11-13; 48:15-16; Ex 3:2-6; Jz 6:12-16,21-23; Zc 3:1-2.

Veja os textos neste link.

C ­– O que o Arcanjo Miguel estava fazendo em Judas 1:9?

Nessa passagem, há uma disputa pelo cadáver de Moisés, que foi sepultado em local desconhecido (Ex 34:4-7). Por que Satanás disputaria um corpo morto?
Satanás estava disputando com Miguel Arcanjo, em Judas 9, seu direito e poder sobre o corpo do patriarca. A Bíblia diz que uma das razões da vinda de Jesus era para que "por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo" (Hebreus 2:14, ARA).

As Escrituras também ensinam que os mortos estão inconscientes, nada sabem, nada fazem e não louvam a Deus - Ec 3:19-20; Sl 104:27-29; 146:3-4; Jó 7:9-10; 14:20-21. Mas também registra que Moisés estava VIVO no Monte da Transfiguração lado a lado com Jesus, Elias e 3 apóstolos (Mt 17:1-3).

A partir dessas passagens, é correto afirmar que Moisés foi o primeiro homem a ressuscitar dentre os mortos.

Assim também entenderam Faussett (anglicano) e Jamieson e Brown (presbiterianos), que defendem a ressurreição de Moisés. Os autores desse comentário bíblico famoso (e altamente recomendado por Charles Spurgeon*) assim explicam Judas 1:9:

"sobre o corpo de Moisés - o corpo literal. Satanás, como tendo o poder da morte, contrário à ressurreição, em razão do pecado de Moisés em Meribá, e seu assassinato do egípcio. Que Moisés corpo foi gerado, aparece em sua presença com Elias e Jesus (que estavam no corpo) na Transfiguração: a amostra e penhor do reino que vem a ressurreição, a ser introduzido por Michael em pé para o povo de Deus. Assim, em cada dispensação uma amostra e garantia da ressurreição futura foi dado: Enoch na dispensação patriarcal, Moisés no Levítico, Elias no profético."

Fonte: "Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible", de Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, publicado em 1871. – http://www.biblestudytools.com/commentaries/jamieson-fausset-brown/jude/jude-1.html




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Os adventistas e o Arcanjo Miguel - 1 (João Calvino)

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista está errada ao dizer confundir Jesus com o Arcanjo Miguel, algo estranho pois os anjos não podem ser adorados e não há qualquer evidência bíblica para essa posição tão estranha.


Antes de apresentar as razões bíblicas para a tese de Jesus como Arcanjo Miguel, quero recorrer às palavras de João Calvino - o segundo grande herói da Reforma Protestante e figura altamente respeitada pelos presbiterianos em geral.

João Calvino ensina que Miguel é Jesus em Daniel 10:13

"Ele acrescenta a seguir, Eis que Miguel, um dos principais líderes ou príncipes, veio fortalecer-me. Alguns pensam que a palavra Miguel representa Cristo, e eu não me oponho a esta opinião. Com suficiente clareza, se todos os anjos velam sobre os fiéis e eleitos, Cristo ainda assim detém a primazia entre eles, pois ele é o cabeça deles, e usa o ministério e assistência deles para defender todo o seu povo. Mas como isto não é geralmente admitido, deixo-o em dúvida para o presente, e falarei mais sobre o assunto no capítulo 12."

Fonte: Calvin's Commentaries, Vol. 25: Daniel, Part II, tr. by John King, page 253[1847-50] --- Texto original em inglês em: http://www.sacred-texts.com/chr/calvin/cc25/cc25004.htm. Ver também a reprodução do livro original em fac símile em: http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom25/Page_253.html

João Calvino ensina que Miguel é Jesus em Daniel 12:1 - parte 1

"Por Miguel muitos concordam em compreender Cristo como o cabeça da Igreja. Mas se parece melhor compreender como o arcanjo Miguel, este sentido se revelará adequado, pois sob Cristo como cabeça, os anjos são os guardiões da Igreja. Qualquer que seja o verdadeiro significado, Deus era o preservador da sua Igreja, pela mão de seu Filho unigênito, e porque os anjos estão sob o governo de Cristo, ele pode confiar este dever a Miguel. Que hipócrita sujo: Miguel de Servet se atreveu a apropriar-se da passagem para si; pois ele inscreveu isto como um frontispício em seus horríveis comentários, já que ele se chama Miguel! Observamos que fúria demoníaca se apoderou dele, como se atreveu a reclamar como seu o que aqui é dito sobre a singular ajuda oferecida por Cristo à sua Igreja. Ele era um homem dos sentimentos mais impuros, como já são suficientemente conhecidos. Mas esta era uma prova de sua ousadia e loucura sacrílega - enfeitar-se com o epíteto de Cristo, sem corar, e elevar-se no lugar de Cristo, vangloriando-se de ser Miguel, o guardião da Igreja, e o poderoso príncipe do povo! Este fato é bem conhecido, pois tenho o livro às mãos para qualquer um que não confiar na minha palavra. (...)"

Fonte: Calvin's Commentaries, Vol. 25: Daniel, Part II, tr. by John King, pages 368-369[1847-50] --- Texto original em inglês em: http://www.sacred-texts.com/chr/calvin/cc25/cc25006.htm. Ver também a reprodução do livro original em fax símile em: http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom25/Page_368.htmlhttp://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom25/Page_369.html

João Calvino ensina que Miguel é Jesus em Daniel 12:1 - parte 2

"O capítulo 12 começa, como afirmamos na palestra de ontem, com a previsão do anjo a respeito do estado futuro da Igreja após a manifestação de Cristo. Ela deveria sujeitar-se a muitas misérias, e, assim, essa passagem iria aliviar a dor de Daniel, e de todos os devotos, pois ele ainda promete segurança à Igreja através da ajuda de Deus. Daniel, por conseguinte, representado Miguel como o guardião da Igreja, e Deus se agradou de incumbir este dever a Cristo, como nós aprendemos a partir do capítulo 10 de João (João 10:28, 29.) Como dissemos ontem, Miguel pode significar um anjo; mas eu abraço a opinião daqueles que se referem a este ser como a pessoa de Cristo, porque ela adapta melhor o assunto para representá-lo de pé em defesa de seu povo eleito. Ele é chamado de príncipe poderoso, porque ele naturalmente opôs a fortaleza invencível de Deus contra os perigos que o anjo mostra que a Igreja estará sujeita."

Fonte: Calvin's Commentaries, Vol. 25: Daniel, Part II, tr. by John King, pages 368-369[1847-50]--- Texto original em inglês em:
http://www.sacred-texts.com/chr/calvin/cc25/cc25006.htm. Ver também a reprodução do livro original em fac símile


João Calvino não é autoridade bíblica. Mas foi um grande homem de Deus e um sério e respeitadíssimo comentarista da Bíblia. Ele nunca adorou a anjos, nem nunca fez parte da Igreja Adventista. E ele acreditava que o Arcanjo Miguel era uma manifestação do Jesus pré-encarnado.

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Os adventistas creem que serão os únicos salvos?

Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista é exclusivista, acreditando ser a única igreja verdadeira e/ou os únicos que serão salvos. 

Primeiro, é preciso reconhecer que muitos pastores e membros adventistas acreditam assim, pois enfatizam mais as doutrinas e práticas que separam os adventistas de outros grupos cristãos. Mas eles não estão seguindo a orientação e teologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia ao agirem e pensarem dessa maneira.

Vejam, por exemplo, o que diz o Prof. Leandro Quadros, do programa Na Mira da Verdade (TV Novo Tempo), ao responder se somente os adventistas serão salvos: 




Cremos que Deus tem fiéis salvos em todas as igrejas. Que a salvação vem apenas pela fé, independentemente de qualquer obra que o homem possa fazer – incluindo o sábado. Embora haja alguns membros fanáticos e preconceituosos em nosso meio – como em todas as igrejas – os adventistas não são esse grupo sectário e julgador que muitos foram acostumados a acreditar que somos.

Ellen White uma vez inclusive aprovou o aluguel de uma de nossas igrejas a uma igreja presbiteriana – sem que isso envolvesse qualquer crítica ou condenação sobre eles por sua guarda do domingo (ver abaixo).

Vejam também algumas declarações oficiais dos adventistas sobre o assunto:

“A igreja invisível, também conhecida como igreja universal, é composta dos filhos de Deus em todo o mundo. Inclui os crentes que estão dentro da Igreja visível e muitos outros que, embora não pertencendo à Igreja visível, têm seguido a luz que Cristo lhes concedeu (João 1:9). Este último grupo inclui aqueles que jamais tiveram a oportunidade de aprender a respeito de Jesus Cristo, mas que têm respondido ao Espírito Santo e têm procedido “por natureza, de acordo com a lei” (Rom. 2:14)." 
Nisto Cremos: 28 ensinos bíblicos dos adventistas do sétimo dia, p. 199.

“O Senhor tem Seus representantes em todas as igrejas. A essas pessoas as decisivas verdades especiais para estes últimos dias não foram apresentadas sob circunstâncias que trouxessem convicção ao coração e à mente; portanto, ao rejeitar a luz, elas não romperam sua ligação com Deus.”
– Ellen G. White, “Testemunhos para a Igreja”, vol. 6, p. 71.

“Deus tem filhos, muitos deles nas igrejas protestantes, e um grande número nas igrejas católicas, que são mais fiéis para obedecer à luz e para proceder de acordo com o seu conhecimento do que um grande número entre os adventistas observadores do sábado que não andam na luz.”
– Ellen G. White, “Mensagens Escolhidas”, vol. 3, p. 386.

"A luz que me foi dada por Deus coloca este importante assunto acima de qualquer dúvida em minha mente. A justificação é inteiramente de graça, não sendo obtida por nenhuma obra que o homem caído possa efetuar."
– Ellen G. White, “Fé e Obras", p. 18. 

"Há uma semana do último sábado, cumpri um compromisso para falar na igreja em São Francisco. Tivemos uma excelente reunião. Parecia haver ardente desejo de ouvir e interesse nas palavras proferidas. (...) A igreja está alugada aos presbiterianos, para cultos aos domingos. Isto às vezes é um pouco inconveniente para nós, mas como sua casa de culto foi destruída, eles se sentem muito agradecidos pelo privilégio de usar a nossa."
– Ellen G. White, “Mensagens Escolhidas", vol. 3. p. 322-323.

"Entre eles [os católicos] existem muitos que são conscienciosíssimos cristãos, que andam em toda a luz que sobre eles brilha, e Deus operará em seu favor."
— Ellen G. White, "Obreiros Evangélicos", 329.

Eu e os demais adventistas dizemos a todos as palavras da bela canção abaixo, cantada e gravada pelo grupo adventista Prisma Brasil em 1987: 

"A mim não importa o nome que tu tens / Pois sinto que se crês em Cristo ao meu lado estás / E seu amor podemos repartir, por seu poder mudar o mundo / Conhecerão que Cristo é Rei / Meu irmão e minha irmã as mãos nos demos / Pois, lutemos com Jesus contra o mal / Os perigos e temores não mais nos assolarão / O amor de Cristo nos susterá"



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Quantos nomes têm os adventistas?


Este post é parte de uma série apologética sobre erros comuns que as pessoas 
acreditam e ensinam sobre os adventistas, sua história, suas crenças e suas práticas.

Erro comum: A Igreja Adventista teve vários nomes ao longo de sua História.

 O Movimento Milerita, ocorrido no século XIX nos EUA, deu origem a várias denominações adventistas:

1) a Igreja Evangélica Adventista (formalizada em 1845),
2) a Igreja Cristã do Advento (1860),
3) a União do Advento e Vida (1863),
4) a Igreja de Deus (Sétimo Dia) (1858) e
5) a Igreja Adventista do Sétimo Dia (1863).

Essas 5 igrejas não são diferentes nomes da mesma igreja, são denominações diferentes com doutrinas e administração diferentes. 

As igrejas 1, 2 e 3 guardavam o domingo; 4 e 5, o sábado.

A maior, 1, acreditava na consciência na morte e no inferno de tormento eterno; as outras não.

As igrejas 4 e 5 aceitaram o dom de profecia em Ellen White, mas a 4 deixou isso de lado e foi seguir seu próprio caminho.

A 1 desapareceu em 1916, a 3 separou-se da 2 em 1863 e desapareceu um século depois quando se uniu com a 2 de novo, em 1964.

A 5 era o patinho feio do grupo: a menor, mais esquisita e menos popular igreja de toda a ninhada milerita, mas se tornou a maior de todas elas. Essa, liderada por Joseph Bates, Ellen G. White e seu esposo Tiago White, foi fundada em 1863 com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Também é importante informar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não possui "convenções" ou "ministérios" independentes e reconhecidos entre si, tal como acontece na Assembléia de Deus (Missão, Madureira, Belém, Betesda etc.) ou na Presbiteriana (do Brasil, Independente, Renovada, Conservadora, Unida etc.).


A Igreja Adventista da Promessa (de origem brasileira, linha pentecostal) e Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma (de origem alemã, com crenças e práticas baseadas mais em Ellen G. White do que na Bíblia) são dissidências à parte e movimentos rivais, tendo sido fundadas após expulsão motivada por ensinos e práticas incompatíveis com a compreensão bíblica da denominação da qual saíram. Eles não devem ser confundidos com a Igreja Adventista do Sétimo Dia fundada em 1863.

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