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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Céu me espera

Nesta semana, os adventistas do sétimo dia ao redor do mundo estão estudando a respeito do Céu. Por meio da lição da Escola Sabatina, jovens e adultos estão revendo e aprendendo um pouco mais sobre o futuro lar dos salvos. Inspirado nesse fato, quero postar o clipe de 5 músicas sobre o Céu interpretadas por cantores e grupos adventistas brasileiros. Espero que elas ajudem você a desfrutar um pouco do Céu na Terra.


Arautos do Rei - Eu vou para o Céu



Prisma Brasil - O Céu é Jesus


Riane Junqueira - Eu não preciso mais sonhar


Nova Voz - Vamos subir


Cânticos Vocal - Jerusalém

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Os outros filhos de Maria


A virgindade da mãe de Jesus é um dos assuntos espinhosos no meio cristão. Por um lado existe o dogma católico de que Maria foi sempre virgem, mesmo após o nascimento de Jesus. Por outro, a evidência contrária presente no relato claro e simples dos Evangelhos.

Os Evangelhos nos dizem que José não conheceu (isto é, não manteve relações sexuais com) Maria até Jesus nascer (Mateus 1:25). Isto indica que, após o nascimento de Jesus, José passou a ter relações com a esposa. De maneira alguma isto denigre o caráter ou a espiritualidade da bendita mãe de Jesus, pois “o casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro" (Hebreus 13:4). As Escrituras aprovam e incentivam o prazer sexual, dentro do casamento, como um dom de Deus aos casais (ver Provérbios 5:15-20, Cantares 2:3-7 e 4:9-12, Isaías 62:5, 1 Coríntios 7:3-7, Hebreus 13:4).

Segundo os Evangelhos, Maria teve pelo menos seis filhos, sendo 4 filhos homens: Tiago, José, Simão e Judas, e duas filhas mulheres que não são nomeadas (Mateus 13:55-56; Marcos 6:3). Jesus é chamado de “Filho Unigênito de Deus” (João 3:16-18), mas é o filho primogênito de Maria (Lucas 26-7). Cumprindo a profecia messiânica de Salmo 69:8 ("Tornei-me estranho a Meus irmãos e desconhecido aos filhos de Minha mãe"), a relação de Jesus com eles não era a melhor possível. João registra que “nem mesmo os seus irmãos criam nEle” (7:1-5) e Marcos reproduz a opinião dos irmãos de Jesus quanto a Ele: "Ele está fora de si” (Marcos 3:21). Após a ressurreição de Jesus, porém, os irmãos de Jesus O aceitaram como Messias e aguardaram o Pentecostes com a mãe (Atos 1:14). Destes se destaca Tiago, o “irmão do Senhor”, que se tornou uma das colunas da Igreja primitiva (Atos 15:13; 1 Coríntios 15:7, Gálatas 2:9, Tiago 1:1). O autor da carta de Judas, “irmão de Tiago”, é outro filho José e Maria, antes descrente, que se converteu (1:1).

Devido a tentativa acima mencionada de os irmãos de Cristo tentarem controlá-Lo, alguns sustentam que eles eram meio-irmãos de Jesus, órfãos de um casamento anterior do viúvo José. Talvez o registro mais antigo desta tese esteja no Proto-Evangelho de Tiago, um evangelho apócrifo escrito provavelmente em 150 AD. No capítulo 9, verso 2 lemos: "José replicou: — Tenho filhos e sou velho, enquanto que ela é uma menina. Não gostaria de ser objeto de zombaria por parte dos filhos de Israel".

Esta teoria, mantida também pela escritora adventista Ellen White (O Desejado de Todas as Nações, pág. 86-87), é interessante porque preenche algumas lacunas. Como irmãos mais novos poderiam tentar manipular Jesus tal qual acontece nos Evangelhos? Por que Jesus na cruz encarrega João, e não Seus irmãos, de cuidar de Maria? Mas infelizmente levanta mais buracos do que cobre. Se José era viúvo e pai, por que os filhos dele não aparecem nos Evangelhos na viagem para Belém e na fuga para o Egito? Por que o dado da viuvez nunca é mencionado? Por que os irmãos de Jesus surgem de repente na narrativa, após a provável morte de José? Por que eles sempre são mencionados juntos com Maria? Se mais velhos que Jesus e enteados de Maria, por que a relação tão próxima com a madastra?

Além de harmonizar-se com os dados da narrativa dos Evangelhos, a idéia de Maria ter tido outros filhos com José é a possibilidade mais lógica e natural diante dos fatos bíblicos. Alguns argumentam que a palavra "irmão" no hebraico pode significar, entre outras coisas, primo. Contudo o Novo Testamento foi escrito não em hebraico, mas em grego e nesta língua há as palavras adelphos (irmão) e anepsios (primo) Se os evangelistas quisessem se referir a primos, poderiam muito usar a palavra anepsios ,como fez Paulo em Colossenses 4:10.

Em todo caso, podemos extrair algumas lições da família de Jesus: 1) Devemos estar dispostos a cumprir a vontade de Deus em nossa vida sempre, tal qual José e Maria fizeram; 2) O parentesco com alguém fiel a Deus de nada vale se nós não decidirmos por nós mesmos seguir a Jesus; 3) Familiares hoje hostis ao Evangelho podem ser alcançados para a salvação e a glória de Deus. — Walter Dos Santos


por Reinaldo José Lopes
Do G1, em São Paulo

A lista "Tiago, José, Judas e Simão" lhe diz alguma coisa? Uma dica: não são nomes de apóstolos. Na verdade, de acordo com o Evangelho de Marcos, estes seriam os irmãos de Jesus, que são citados ao lado de pelo menos duas irmãs de Cristo (cujos nomes não aparecem). Os católicos e ortodoxos normalmente interpretam o trecho como uma referência a primos ou parentes mais distantes do mestre de Nazaré, mas o mais provável é que essa visão seja incorreta. A maior parte dos (poucos) indícios históricos indica que Maria e José realmente tiveram filhos depois do nascimento de Jesus.

É claro que, sem nenhum acesso a registros familiares contemporâneos ou evidências arqueológicas diretas, a conclusão só pode envolver probabilidades, e não certezas. "Se a busca do 'Jesus histórico' já é difícil, a pesquisa dos 'parentes históricos de Jesus' é quase impossível", escreve o padre e historiador americano John P. Meier no primeiro volume de "Um Judeu Marginal", série de livros (ainda não terminada) sobre Jesus como figura histórica.

Meier explica que, ao longo da tradição cristã, teólogos e comentaristas do texto bíblico se dividiram basicamente entre duas posições, batizadas com expressões em latim. A primeira é a chamada "virginitas ante partum" (virgindade antes do parto), segundo o qual Maria permaneceu virgem até o nascimento de Jesus, tendo filhos biológicos com seu marido José mais tarde. A segunda, "virginitas post partum" (virgindade após o parto), postula que Maria não teve outros filhos e até que seu estado de virgem teria sido milagrosamente restaurado após o único parto.

A "virginitas post partum" foi, durante muito tempo, a posição defendida por quase todos os cristãos, diz o historiador -- até pelos protestantes, que hoje não se apegam a esse dogma. "Um fato surpreendente, e que muitos católicos e protestantes hoje em dia desconhecem, é que as grandes figuras da Reforma, como Martinho Lutero e Calvino, defendiam a virgindade perpétua de Maria", escreve ele. Já especialistas católicos modernos, como o alemão Rudolf Pesch, defendem que Maria provavelmente teve outros filhos sem que isso tenha levado a reprimendas diretas do Vaticano.

Jerônimo


Diante das menções claras aos "irmãos e irmãs de Jesus" nos Evangelhos (que inclusive se mostram contrários à pregação dele, chegando mesmo a considerá-lo louco), como a interpretação da "virginitas post partum" prevaleceu?

"Houve três formas de interpretar esses textos", afirma o americano Thomas Sheehan, estudioso do cristianismo primitivo e professor da Universidade Stanford. "Além de considerar essas pessoas como irmãos biológicos de Jesus, sabemos da posição de Epifânio, bispo do século IV para quem os irmãos eram de um casamento anterior de José. Mas a opinião que prevaleceu foi a de Jerônimo, que era um excelente filólogo [especialista no estudo comparativo de idiomas] e viveu na mesma época. Jerônimo dizia que a palavra grega 'adelphos', que nós traduzimos como 'irmão', era só uma versão de um termo aramaico que pode ter um significado mais amplo e que pode querer dizer, por exemplo, primo."

Jerônimo tinha razão num ponto: quando o Antigo Testamento foi traduzido do hebraico para o grego, a palavra "adelphos" realmente foi usada para representar o termo genérico "irmão" (empregado para parentes mais distantes no original). De fato, o hebraico, bem como o aramaico (língua falada pelos judeus do tempo de Jesus na terra de Israel), não tem uma palavra para "primo". O problema é que há um único caso comprovado de que a palavra hebraica "irmão" tenha tido o significado real de "primo". Essa única ocorrência está no Primeiro Livro das Crônicas -- e mesmo assim o contexto deixa claro que as pessoas em questão não são irmãs, mas primas.

No entanto, o caso do Novo Testamento é diferente, argumenta Meier: não se trata de "grego de tradução", mas de textos originalmente escritos em grego, nos quais não havia motivo para usar um termo que poderia gerar confusão. O próprio Paulo, autor de várias cartas do Novo Testamento, chama Tiago, chefe da comunidade cristã de Jerusalém após a morte de Jesus, de "irmão do Senhor", ao escrever para fiéis de origem não-judaica (ou seja, que não sabiam hebraico ou aramaico). De quebra, a Carta aos Colossenses, atribuída a Paulo, usa até o termo grego "anepsios", que quer dizer "primo" de forma precisa.

Reforçando esse argumento, o escritor judeu Flávio Josefo, ao relatar em grego a morte de Tiago, também o chama de "irmão de Jesus". E o contexto dos Evangelhos reforça a impressão de que se tratam de irmãos de sangue, argumenta Meier. Os irmãos e a mãe de Jesus são sempre citados em conjunto. Quando Maria e os parentes de Jesus tentam interromper uma pregação, ele chega a pronunciar a polêmica frase "Qualquer um que fizer a vontade do meu Pai celestial é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Para Meier, a frase perderia muito de sua força se o significado real dela se referisse a "meu primo, minha prima e minha mãe".

Para Geza Vermes, professor de estudos judaicos da Universidade de Oxford (Reino Unido), as próprias narrativas sobre o nascimento de Jesus dão apoio a tese de que Maria e José tiveram outros filhos mais tarde. No Evangelho de Mateus, afirma-se que José não "conheceu" (eufemismo para ter relações sexuais com alguém) sua mulher até que Jesus nascesse. Ainda de acordo com Vermes, em seu livro "Natividade", é importante notar o uso do verbo grego "synerchesthai", ou "coabitar", para falar da relação entre José e Maria. O verbo, quando empregado pelos autores do Novo Testamento, implica sempre relações sexuais entre homem e mulher, diz ele.

Título original da matéria: Maria provavelmente teve outros filhos além de Jesus, dizem historiadores
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Metade ainda não foi contado

por Walter Dos Santos*


Quando Marco Polo (1254–1324), o explorador italiano da imagem ao lado, voltou da China para casa após mais de 20 anos no Oriente, foi considerado louco por quase todos os seus contemporâneos. Suas histórias cheias de detalhes eram incríveis demais e ultrapassavam a lógica e o bom senso da época.

A uma Europa devastada por guerras, pestes e a miséria resultante dessas coisas, ele contou que havia visitado uma cidade cheia de prata e ouro.

Que tinha visto pedras negras que ficavam em chamas (eles nunca tinham ouvido falar do carvão).

Ele contou de serpentes enormes, com 10 passos de comprimento, com mandíbulas tão grandes que podiam engolir um homem (eles nunca tinham visto um crocodilo).

Ele contou de nozes do tamanho da cabeça de um homem (eles nunca tinham visto um coco).

Muitos dos seus patrícios apenas riam dessas histórias. Anos mais tarde, quando Marco Polo estava para morrer, um homem devoto, ao lado de sua cama, apelou para que ele negasse todas as histórias que contara. Marco recusou. Ele declarou: "Cada detalhe do que contei é pura verdade. E metade ainda não foi contado."

Numa sociedade pós-moderna como a nossa, altamente tecnologizada e dominada pelo naturalismo científico acontece algo semelhante ao que se passou nos dias de Marco Polo. A mensagem bíblica de um Deus que intervém com milagres na vida humana, de um conflito entre o bem e o mal no coração humano e no mundo exterior, da necessidade de um Salvador para restaurar a raça humana, de um juízo final a sobrevir a todos e, especialmente, de um Céu que aguarda os filhos de Deus — tudo isto soa como algo irreal, inexistente e contrário à lógica e bom senso.

Mas cada detalhe do que Deus revelou na Bíblia aos profetas e apóstolos sobre este mundo invisível aos olhos humanos é a pura verdade. O fato de os contemporâneos de Marco Polo não acreditarem nos relatos do explorador não alterava em nada a existência de todas as coisas maravilhosas que ele havia presenciado em suas viagens pelo Oriente. Cada detalhe era verdadeiro, como cada detalhe da mensagem bíblica também o é.

O apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:9: "Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." Muito mais surpreendente e fascinante do que qualquer expectativa que possamos ter sobre o nosso futuro lar, será a nossa alegria e deslumbramento diante da herança reservada aos filhos de Deus. Podemos crer na vida imortal na Nova Terra que nos será pelo Salvador Jesus quando Ele voltar. E crer também que metade de tudo o que nos espera ainda não foi contada. Como diz a música abaixo, por enquanto só podemos imaginar como será aquele fantástico dia. Mas embora não saibamos os detalhes, sabemos que aquele dia certamente virá.

Chris Durán - Se Eu Pudesse Imaginar




Graças a Jesus, o Caminho e a Verdade e a Vida, o Pão que desceu do Céu, a Água Viva que sacia a sede, a Luz do Mundo que ilumina a todo homem, poderemos desfrutar muito em breve desta herança que Ele está preparando para nós. E mais: se O aceitarmos como Salvador pessoal, poderemos viver já neste mundo a vida abundante que Ele prometeu no Evangelho, encontrando nEle o descanso para o nosso coração cansado e a paz que ultrapassa todo o entendimento.

Sim, você pode dizer como Marco Polo: cada detalhe do que a Bíblia conta sobre o mundo invisível é a pura verdade, e metade ainda não foi contado.

*Walter Dos Santos é um jornalista apaixonado por Cristo e pela literatura que mantém o Portal Escrivão Caminha (escrivaocaminha.blogspot.com). A reprodução deste texto é autorizada desde que seja mencionado este crédito.

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