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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Adventistas no Jornal Nacional

O trabalho social dos adventistas do sétimo dia foi destaque no Jornal Nacional (Rede Globo) desta quinta-feira 28 de maio. Parte de uma série de reportagens sobre ação social das igrejas evangélicas, a matéria apresentou o atendimento a crinaças e jovens realizado pelo Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário (Cadec), no Rio de Janeiro.

Há quatro anos em atividade, os trabalhos do Cadec atendem mais de 500 pessoas e se concentram nas áreas de educação, reforço alimentar, geração de renda e inclusão digital. Na mesma matéria foi apresentado também o trabalho dos batistas brasileiros à frente do Projeto Reame, em São Gonçalo (RJ). No projeto Reame, crianças encaminhadas pelos conselhos tutelares são acolhidas e, com a ajuda de mães sociais, são levadas para escolas da comunidade, participam de aulas de música e esporte.

Assista a seguir ao vídeo da matéria exibida no Jornal Nacional.



"[Ao contrário do que se pensa hoje,] o anseio contínuo pelo mundo eterno não é uma forma de escapismo ou de auto-ilusão, mas uma das coisas que se espera do cristão. Não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se você estudar a história, verá que os cristãos que mais trabalharam por este mundo eram exatamente os que mais pensavam no outro mundo. Os apóstolos, que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos - todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui. Se você aspirar ao Céu, ganhará a Terra 'de lambuja'; se aspirar à Terra, perderá ambos.

"Essa regra parece esquisita, mas pode-se observar algo semelhante em outros assuntos. A saúde é uma grande bênção, mas, no momento em que fazemos dela um dos nossos principais objetivos, nos tornamos hipocondríacos e passamos a imaginar que há algo de errado conosco. Só nos mantemos saudáveis na medida em que queremos outras coisas além da saúde: comida, jogos, trabalho, lazer, a vida ao ar livre. Do mesmo modo, nunca conseguiremos salvar a civilização enquanto for esse o nosso principal objetivo. Temos de aprender a querer outra coisa ainda mais do que queremos isso." — C.S.Lewis. Cristianismo Puro e Simples. São Paulo: Martins Fontes, 2005, pág. 48.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Raiva humana 2

"Quando um cão morde um homem, isso não é notícia, já que acontece demasiadas vezes. Mas se um homem morde o cão, isso é notícia." — John B. Bogart, 1848-1921, jornalista americano e editor do jornal New York Sun.


DNA inocenta americano que passou 22 anos no corredor da morte

O americano Paul House foi inocentado dos crimes de estupro e assassinato, 22 anos depois de ter sido condenado à morte no Estado americano do Tennessee. Por cinco votos a quatro, a Corte decidiu, que House tinha direito a uma nova audiência, e novos testes de DNA e o depoimento de novas testemunhas mostraram que outra pessoa seria responsável pelo crime.
Leia mais na BBC Brasil.

Chineses testam com sucesso anticoncepcional para homens

Os cientistas realizaram testes com mais de mil homens com idades entre 20 e 45 anos e que tiveram pelo menos um filho nos dois anos anteriores ao experimento. Suas parceiras tinham idades entre 18 e 38 anos, sem problemas reprodutivos. No tratamento, os homens receberam por dois anos e meio uma injeção de um líquido contendo o hormônio testosterona que provocou a suspensão temporária da produção de espermatozoides. Leia mais na BBC Brasil.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Raiva humana 1

"Quando um cão morde um homem, isso não é notícia, já que acontece demasiadas vezes. Mas se um homem morde o cão, isso é notícia." — John B. Bogart, 1848-1921, jornalista americano e editor do jornal New York Sun.

Modelo se nega a amamentar o filho e diz que peitos são só para sexo

A modelo britânica Nicola McLean disse que não amamentou seu filho Rocky, de três anos, porque seus peitos são apenas para sexo com seu marido, segundo reportagem do tabloide inglês "The Sun". "Eles são uma coisa sexual para mim, e não quero Rocky mamando neles", afirmou ela. Leia mais no G1.

Convidados perdem apetite após flagrarem cobra jantando gambá

A australiana Natalie Calleja convidou três amigas para um jantar em sua casa na cidade de Larrakeyah, na Austrália, mas elas acabaram perdendo o apetite após flagrarem uma cobra píton de 3,5 metros devorando um gambá, segundo o portal australiano "Adelaide Now". Natalie Calleja disse que ficou com pena do "pobre gambá", que foi esmagado até a morte pela cobra. "Você podia ouvir o barulho dos ossos do gambá enquanto a píton o esmagava até a morte", disse ela. Leia mais no G1.

Príncipe William visita mulher de 109 anos que criticou a roupa da rainha

Uma britânica de 109 anos que escreveu a Elizabeth II para se queixar de receber todos os anos um cartão de aniversário em que a rainha usava a mesma roupa foi visitada pelo príncipe William, que pediu-lhe desculpas. Catherine Masters, que vive em um lar de idosos em Oxfordshire (sul da Inglaterra), escreveu à rainha para dizer-lhe que em todos os cartões de felicitação que recebeu nos últimos cinco anos a soberana usava o mesmo vestido amarelo. Leia mais no G1.
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domingo, 19 de abril de 2009

O cérebro distingue Deus do Pai Natal

publicado na edição portuguesa do jornal Destak

Nota: Portugal ainda não implementou as normas do Acordo Ortográfico da Língua portuguesa (1990), razão da presença das consoantes mudas neste texto. Papai Noel é chamado do outro lado do Atlântico de Pai Natal. — Walter Dos Santos


À excepção de algumas «seitas» mais fanáticas, nem os católicos negam as evidências da Ciência, distinguindo perfeitamente entre a linguagem metafórica e poética do Antigo Testamento e a realidade, nem os cientistas têm a pretensão de provar ou negar a existência de Deus, como se as suas ressonâncias magnéticas e os seus apare-lhos tivessem a capacidade de captar e reduzir a uma "chapa" a complexidade do ser humano, do universo e de para aí além.

Mas a verdade é que a Fé não consegue deixar de fascinar os investigadores, ou não movessem montanhas. Agora foi a revista Newscientist a publicar um estudo, citado pela Lusa, em que cientistas dinamarqueses concluíram que a oração activa uma área do cérebro onde se processa o conhecimento social, ou seja, que rezar é como falar com um amigo.

O cérebro de 20 católicos praticantes foi "fotografado" no decorrer de três tarefas: enquanto recitavam o Pai Nosso, enquanto recitavam um poema, e uma terceira em que improvisavam orações pessoais, antes de fazerem pedidos ao Pai Natal.

Curiosamente, o Pai Nosso e o poema activaram a mesma área cerebral, mais propriamente a que está ligada à emuneração e repetição. Contudo, a oração improvisada pôs em funcionamento os circuitos utilizados quando se comunica com outra pessoa, e que nos concedem a capacidade de lhes imputar motivações e intenções.

Mas a complexidade não se fica por aqui: é que a reacção foi também diferente quando rezavam e quando se dirigiam ao Pai Natal: quando Deus era o interlocutor iluminavam o córtex pré-frontal (o que se acende quando comunicamos com pessoas reais), que se mantinha apagado no caso do Pai Natal, revelando assim considerá-lo uma figura fictícia, equiparada a um objecto ou a um jogo de computador.

A explicação é que «o cérebro não activa essas áreas por não esperar reciprocidade, nem considerar necessário pensar nas intenções do computador».

Assumindo uma postura cautelosa, o estudo termina concluindo que o que fica provado é, apenas, que quando os crentes rezam acreditam não só estar a falar com Deus, como que este os escuta. Já não é mau.
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segunda-feira, 30 de março de 2009

A faraó esquecida e o Êxodo hebreu




por Douglas Reis


Por mais de 20 anos, o governante da maior potência da Terra construiu obras faraônicas (literalmente falando) e manipulou a cúpula astuciosamente, com o fito de manter-se no poder. E esse governante era … uma mulher!

Hatshepsut (cujo governo se estendeu de 1479 a 1458 a.C.) governou o Egito. Apesar disso, foi alvo de uma incrível campanha anti-iconoclástica – a rainha não possuía caixão, nem estatuetas, nada de roupas, toucas reais, joias , sandálias e anéis. Suas estátuas e inscrições foram demolidas, além dos monumentos sagrados que foram alvo de vandalismo. Parte dessa história é passada em revista em uma matéria da National Geographic Brasil.[1]

O perfil da poderosa monarca das terras do Nilo é traçado da seguinte forma: “[…] Hatshepsut ergueu e renovou templos e santuários desde o Sinai até a Núbia. Os quatro obeliscos de granito que mandou erigir no vasto templo do grande deus Amon, em Karnak, contavam-se entre os mais majestosos de seu tempo. Hatshepsut encomendou centenas de estátuas de si mesma e deixou testemunhos inscritos na pedra sobre sua ascendência, seus títulos, sua história – tanto a verdadeira quanto a forjada –, e até mesmo sobre seus pensamentos e anseios, os quais ela por vezes confidenciava com candor inaudito. As manifestações das inquietudes da governante inscritas em seu obelisco ainda ressoam com uma quase charmosa insegurança: ‘Meu coração palpita de preocupação só de pensar no que dirão as futuras gerações. Aqueles que hão de ver meus monumentos nos anos vindouros e tecer comentários sobre meus feitos’.”[2] No transcurso do tempo, a rainha se apresentava de forma masculinizada, difundindo fábulas sobre ser a escolhida dos deuses.[3]

Descoberta há dois anos, A múmia não estava no sarcófago na 20ª tumba no vale dos reis, como seria de se esperar. Tudo começou em 2005, quando Zahi Zawass, chefe do Projeto da Múmia Egípcia e secretário-geral do Supremo Conselho de Antiguidades, analisou o corpo encontrado na tumba. O corpo já havia sido descoberto em 1989, pelo egiptólogo americano Donald Ryan duas décadas depois; só foi possível identificá-lo como pertencente à Hatshepsut devido a um dente (molar secundário) localizado em uma caixa de madeira, na qual se lia o nome da monarca em hieróglifo. O dente combinava com a múmia que estava na tumba KV60a[4].

Entretanto, por qual razão a rainha teria sido perseguida? Basicamente, os arqueólogos seculares seguem dois caminhos: Hatshepsut sofrera vingança do enteado, Tutmós III, que atuou como seu co-regente por muitos anos, mesmo quando teria idade para assumir o trono. Tal hipótese se encontra descartada por estudos que apontam que a depredação dos objetos ligados à Hatshepsut ocorrera vinte anos após o fim de seu reinado. Outros aventam que fatores políticos levariam à destruição da memória da rainha, que poderiam levar seus sucessores mais diretos a reivindicar o trono no lugar de Amenófis II, filho de Tutmós III.

Walter Veith[5] apresenta uma terceira hipótese. Hatshepsut seria identificada com a filha de Faraó (Ex. 2). Seu pai, Tutmós I(1532 a 1508 a.C), terceiro rei da 18ª dinastia, que teria ordenado a matança das crianças em 1530 a.C. (Arão, que teria nascido em 1533 a.C., não se viu afetado pelo decreto.

Com a morte de Tutmós I, Moisés, que estava na linha de sucessão real, poderia ter assumido como o 4º faraó da 18ª dinastia, uma vez que o faraó não tinha filhos homens. A recusa se deveu, sem dúvida, a uma questão de fé (Hb. 11:24). Com isso, assumiu Tutmés II, irmão bastardo e marido de Hatshepsut. Ele reinou por pouco tempo: de 1508 a 1504 a.C. abriu-se nova oportunidade para Moisés assentar-se no trono daquela que era a maior nação da Terra. Devido a uma nova recusa do futuro libertador dos israelitas, a própria Hatshepsut tomou as rédeas, governado o Egito por 21 anos. A falta de apoio que a rainha colheu nos últimos anos e o fato de ser banida das crônicas reais pode ser explicada, ainda de acordo com Veith, por uma razão: tais coisas aconteciam somente no caso do faraó ser desleal aos deuses. De alguma forma, admitindo-se essa alternativa, Hatshepsut demonstrou ser influenciada pelo seu filho adotivo, revelando a influência do monoteísmo dos escravos hebreus. Nada mais escandaloso para a alta sociedade egípcia, a qual era composta também pela classe de sacerdotes.

A reportagem da National Geographic comenta sobre o enteado e sucessor de Hatshepsut: “Depois de sua morte, por volta de 1458 a.C., seu enteado a substituiu, cumprindo o destino de ser um dos grandes faraós da história egípcia. Tutmós III foi um realizador, como sua madrasta, mas também um guerreiro, o chamado Napoleão do Egito. Em 19 anos, liderou 17 campanhas militares no Levante, inclusive uma vitória contra os cananeus em Megiddo, atual Israel, feito ainda hoje estudado nas academias militares. Ele teve um rebanho de esposas, uma das quais deu à luz seu sucessor, Amenófis II.”[6]

Weith traz à luz o exame meticuloso da múmia do imponente Tutmós III (o qual o autor considera que fosse o faraó do Êxodo), realizado pelos egiptólogos Weeks e Harris, em 1973. O resultado foi algo surpreendente: o corpo do faraó, que reinara por 54 anos revelou ter pertencido a um garoto de 18 anos – ou seja, o corpo era falso! Jamais os egípcios mumificariam um corpo falso, porque a conservação do corpo garantia que Ka (lit.: duplo, i.e., a alma)o reconheceria, ao voltar periodicamente do mundo dos mortos, trazendo equilíbrio (maat) ao país. O único motivo para a troca do corpo seria a destruição do legítimo Tutmós III, o que combina com o final trágico que o faraó teve no final do Êxodo (Ex. 14). Some-se a esses fatores o fato de que o sucessor de Tutmós III não ser seu primogênito e a data de seu reinado estar de acordo com a primeira Páscoa judaica e teremos algumas boas evidências da veracidade das Escrituras. Pelo jeito, a parceria entre Bíblia e Arqueologia via durar por muito tempo…

[1] Chip Brown, “O rei está nu (a)”, National Geographic Brasil, Abril 2009, ano 9, nº 109, pp.38-59.
[2] Idem, pp. 44-45.
[3] Idem, p. 50.
[4] Idem pp. p. 42, 44, 53-55.
[5] Walter Veith, “Egypt and Bible”, disponível em http://www.amazingdiscoveries.org/egypt-and-the-bible.html.
[6] Idem, p. 52.

Publicada originalmente no blog Questão de Confiança, com o título O esquecimento de Hatshepsut: evidências de uma conversão?
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